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quinta-feira, setembro 06, 2007

Arte da Guerra: 6 inimigos do sucesso

Enviei hoje este texto à minha equipe, para que pensassem sobre seu conteúdo. Achei tão válido, que resolvi postar aqui, pois pode ser útil para mais pessoas.

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Recebi uma pesquisa do meu amigo Anderson Salles, que achei bastante interessante. É uma pesquisa do professor Luiz Marins, da Anthropos Consulting, que fala sobre 6 razões para que um funcionário que se considerava estável e seguro em seu emprego seja dispensado pela empresa. O professor Luiz Marins entrevistou diversos empresários e gestores, e conseguiu identificar atitudes, que eu considerei como grandes inimigas do sucesso. São elas:

1) Arrogância. A pessoa perde a noção de seu lugar e começa a tratar mal as outras pessoas;
2) Achar-se indispensável. A pessoa se acha tão indispensável, que acaba sendo dispensável. Ela acredita que sem ela, a empresa não sobreviverá;
3) Fazer-se de ocupada. A pessoa que começa se fazer de muito ocupada é porque perdeu a noção de que ela não é, por certo, a pessoa mais ocupada do mundo;
4) Não participar de cursos, treinamentos, palestras que a empresa promove. Ela acha que não precisa de nada disso;
5) Cumprir rigorosamente o horário. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. São verdadeiros robôs. Pessoas que não andam o quilômetro extra;
6) Segurar informações vitais para o trabalho dos seus colegas e não colaborar.

Acredito que estas atitudes podem não levar a uma dispensa, porém com certeza irão prejudicar o desenvolvimento da pessoa dentro da organização, tolhendo oportunidades de crescimento e impedindo que cada um de nós demonstre todo o nosso potencial.

Para que possamos nos desenvolver profissionalmente, é importante termos o entendimento de que uma organização é constituída, antes de mais nada, de pessoas, e que precisamos nos relacionar bem e de maneira colaborativa com cada um dos nossos colegas. Portanto, peço a cada um que leia novamente as 6 razões propostas pelo professor Marins, e pense se não está de alguma maneira jogando contra si mesmo em sua vida profissional.

O profissional de sucesso é sempre aquele que, antes de mais nada, percebe a si mesmo de maneira sincera, conhece seus talentos, aceita suas limitações, e se esforça para vencer todos os desafios que encontra, sejam eles impostos pela vida, sejam eles impostos por si mesmo. Humildade para aprender, simpatia e disposição para trabalhar em equipe são características indispensáveis nos grandes profissionais de hoje e do futuro.

Lembrem: até mesmo os maiores mestres um dia já tiveram um mentor, e mesmo atingindo grandes conhecimentos, nunca pararam de aprender. Sucesso a todos!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Arte da Guerra: Ser o mestre de si mesmo

Por onde eu ando? Essa é a pergunta que não quer calar. Muito tempo sem postar, sem passar por aqui, mas com certeza, tenho vivido. Passou meu aniversário, 25 anos, 1/4 de século, festinha no Dhomba com os amigos, comemoração em família e com os colegas de serviço. No big deal, foi legal e ganhei bons presentes. Mas o que me motiva a escrever agora? Não é meu aniversário, nem o podcast e nem tédio. Apenas estava pensando sobre alguns ensinamentos do Caminho.

"Em ninguém - ninguém neste mundo você pode confiar. Nem no homem, ou mulher, ou animal. Apenas nisto você pode confiar: a espada."

Entendo este ensinamento no sentido de que nada no mundo está totalmente sob seu controle, exceto o que você mesmo faz. Pessoas têm suas próprias vontades, aspirações, sonhos e instintos, e não podemos culpá-los quando preferem seguir o coração ao invés da razão. Está não apenas na natureza humana, mas na própria origem animal da qual nós viemos, priorizar nossas próprias necessidades ou direitos (ou o que acreditamos ser nossa necessidade ou direito) em detrimento das necessidades ou direitos dos outros.

Em função disto que o Caminho diz que não podemos confiar em ninguém, seja homem, mulher ou animal. Não que as pessoas irão lhe trair, apenas que eventualmente elas tomarão um curso de ação diferente do que você considera o correto a ser feito. E isto não é errado. Apenas não podemos contar que os outros farão o que é melhor ou mais certo segundo nosso próprio ponto de vista.

Apenas na espada podemos confiar, pois a espada é sempre sincera, sempre direta, e nunca mente. Eventualmente, a espada pode ferir ao seu mestre, mas aí precisamos entender que não foi a espada que desferiu o golpe, e sim o próprio mestre que, por descuido, lhe deu o movimento errado. Nossa mente e nossas ações são nossas armas, nossas espadas, e somente nelas podemos confiar totalmente.

Aquele que for seu próprio mestre, mestre de sua mente e de suas ações, será o mestre de sua espada, e por ela não será ferido. Musashi Sensei disse em seus ensinamentos:

"Não pense de maneira desonesta.
O caminho está no treinamento.
Se torne familiar de todas as artes
Conheça os caminhos de todas as profissões
Aprenda a distinguir vitória de derrota
Desenvolva um julgamento intuitivo e entendimento de tudo
Perceba o que não pode ser visto
Preste atenção até mesmo às trivialidades
E não faça nada que não seja útil."


O verdadeiro mestre de si mesmo percebe, conhece e compreende o mundo que o cerca. Não existem grandes mistérios para ele, e ele está sempre disposto a descobrir o que é novo, afim de entender e se adaptar à cada pequena mudança do mundo. O verdadeiro guerreiro não domina apenas a arte da espada, do combate, mas se dedica a cada detalhe de sua vida com a mesma atenção e importância que se dá ao cuidado com sua espada, antes de cada batalha.

Os antigos samurais eram não apenas guerreiros inigualáveis, mas também estudiosos que se dedicavam à filosofia, matemática, caligrafia, pintura, música, dança, teatro e todas as formas de arte e conhecimento, buscando sempre a perfeição em cada detalhe do que faziam. Até mesmo a limpeza de suas casas, roupas e pertences era encarado como uma tarefa sagrada e importante. A cerimônia do chá demonstra a importância de se buscar a perfeição em cada pequeno detalhe de nosso dia-a-dia.

Com paciência e persistência, até a mais alta das árvores pode ser derrubada. Não existe tarefa grandiosa demais ou pequena demais, que um homem não possa cumpri-la. Está no entendimento desta questão o segredo para a realização profissional e pessoal. Feliz não é aquele que faz somente o que gosta, e sim aquele que gosta de tudo o que faz. Acordar todas as manhãs e encarar cada dia como uma oportunidade para vencer novas batalhas, novos desafios, e alcançar cada vez mais o crescimento e iluminação que faz de cada um uma peça única do grande plano das coisas. Este é o caminho do guerreiro.

A grandeza de uma vida se constrói nos detalhes.

segunda-feira, abril 23, 2007

Hikyo Na Furumai

Estava lendo o "periódico" do Instituto Niten, e gostei muito de um pensamento do Sensei Jorge Kishikawa. Abaixo, reproduzo na íntegra, e peço desculpas ao Sensei por usar suas palavras.

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"A medida que o tempo passa, as pessoas mudam. Algumas para o bem, outras para o mal. Cada um movido pelo próprio interesse (ou desinteresse). As que vão para o mal acreditam que nada estão fazendo de errado, pois movidos pelo ego que cega as suas ações, sempre têm uma explicação "lógica" para justificar a ação.

Todos estes têm uma característica. Começam sorrateiramente com o "hikyo na furumai" , que em poucas palavras siginifica "movimentação estranha, covarde, mesquinha", e que os samurais odiavam. Você deve ter percebido que eu falei que apesar de terem a explicação "lógica" , agem com "hikyo na furumai". É porque, no fundo, sabem e sentem que estão errados.

O que vem depois são sucessões de fatos (e sempre é a mesma novela) inerentes a todos aqueles que 'cospem no prato em que comeram'."
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Incrível como as vezes as coisas parecem ter sido escritas especialmente para o momento que estamos atravessando. Outro pensamento do Sensei Kishikawa que tem me feito pensar muito é um que ele publicou em seu "Shin Hagakure", entitulado "Guerreiro ou Flor".

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"Coitadinhos ou coitadinhas não devem ir ao campo de batalha. Só atrapalham. Alguém gostaria de ter um samurai chorando no meio da batalha? Tendo crise de nervos? Com depressão? Ou precisando de um cafuné? Sendo tão inofensivo que não suporte um comando enérgico ou uma advertência verbal? Este não é um guerreiro. É uma flor. Deve estar num vaso e servir de ornamento para ninguém tocar. Não resiste à mais leve brisa da manhã."
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Tenho pensado muito nos textos de Kishikawa Sensei e Tsunetomo Sensei. Preciso encontrar meu centro novamente, meu Kamae.

segunda-feira, março 26, 2007

Cinema: 300 de Esparta

Nós marchamos.
Desde a querida Lacônia
Desde a sagrada Esparta
Em nome da honra
Em nome da glória
Nós marchamos.


Assim começa o original escrito por Frank Miller, que narra de maneira romantizada a épica Batalha das Termópilas e dos 300 bravos espartanos que deram a vida em nome de um ideal. Um ideal de liberdade e compromisso, lealdade e retidão, um ideal de fazer o que é certo, custe o que custar. Uma história sobre um rei que aceitou o que a vida lhe colocou à frente, e abraçou seu papel como aquele que salvaria o mundo livre da tirania e crueldade, e pagaria com sua vida.

O filme não é um documentário, e nem se prende à fidelidade histórica tão exigida pela crítica. Não é um documentário, e nem o pretendia ser. A linguagem visual, a trilha sonora, a atuação dos atores, nada foi feito como se fosse um documentário. Ao contrário, é a narração épica, carregada de paixão e parcialidade de um dos eventos históricos mais importantes da idade antiga, e um dos mais belos também.

As histórias de amor podem ser lindas, e de fato o são, mas são os sacrifícios que fazemos, são as coisas das quais abrimos mão, que nos marcam na história, e Leônidas e seus 300 bravos hoplitas abriram mão de tudo, de suas famílias, de suas casas, de suas vidas, em nome daquilo que eles achavam certo. Abriram mão de tudo, menos de seu orgulho, e daquilo que eles realmente eram: guerreiros, espartanos, invencíveis.

Dá para notar que eu realmente gosto dessa história não é? Há 8 longos anos que eu espero pelo lançamento deste filme, desde que pus os olhos pela primeira vez na graphic novel de Frank Miller. Então resolvi escrever um pouco sobre os fatos que inspiraram o filme, sobre quem foi realmente Leônidas, quem eram os espartanos, e o que ocorreu na épica Batalha das Termópilas. Mas já aviso: o texto abaixo pode estragar algumas surpresas do filme para quem não conhece a história.

Leônidas foi rei de Esparta entre os anos de 490 a.C. a 480 a.C.. Ele assumiu o trono de Esparta sucedendo seu meio-irmão Cleômenas I, casando-se com sua sobrinha Gorgo. Era membro da família dos Ágidas, uma das duas da Diarquia de Esparta (a outra era os Euripôntidas). Leônidas era o 17º da linha Ágida, filho de Anaxandridas II, e dizia-se que ele era descendente direto de Hércules.

Lêonidas, em grego, significa “forte como um leão”, e o rei espartano honrou a alcunha pela qual era chamado: "O Leão de Esparta". Desde pequeno era conhecido pela sua força, bravura e inteligência, e chegou a ser dado como morto durante o Agoge, porém contrariando as probabilidades, sobreviveu ao inverno grego, sozinho na floresta, e retornou à Esparta vitorioso e pronto para se tornar de fato um guerreiro, aos 10 anos de idade.

O Agoge era o processo de educação espartano, pelo qual todos os jovens passavam. Através do Agoge, os espartanos eram ensinados na arte da guerra, tornando-se guerreiros fortes, determinados, patriotas e que nunca desistiam. Quando as mulheres espartanas enviavam seus filhos e maridos para a guerra, diziam-lhes "volta com teu escudo, ou sobre ele" ("volta vitorioso, ou morto"). Certa vez, Gorgo foi questionada por outras mulheres, onde lhe perguntaram porque as mulheres espartanas eram as únicas gregas que mandavam em seus homens. A resposta de Gorgo deixa claro o modo de vista espartano, e maneira como eles se relacionavam: "Ora, porque parimos homens de verdade!".

Quando os persas estavam para invadir a grécia, Leônidas buscou aconselhamento com os Éforos, um conselho de anciões que vivia isolado do resto de Esparta, e do Oráculo de Delfos. Leônidas foi então avisado que Esparta não deveria ir à guerra, pois estavam na época da Carnéia, um tempo sagrado no qual não deveria haver "marcha", e que por esse motivo os exércitos estavam proibidos de guerrear. Leônidas também foi avisado de que Esparta iria cair, e que a única maneira de salvá-la seria o sacrifício da vida de seu rei. Também na mesma época celebravam-se as olimpíadas em Athenas, e também por este motivo os atenienses e sua esquadra não iriam combater os persas.

A estratégia do rei persa, Xerxes I, era precisa. Subornar os influentes conselheiros gregos de diversas cidades, para que os mesmos não permitissem que seus exércitos guerreassem naquele momento, e aproveitar este tempo para posicionar suas tropas de aproximadamente 400 mil homens (de um exército total de 2 milhões e 600 mil que servia o Império Persa) e invadir a grécia com pouca ou quase nenhuma resistência. Ele apenas não contava que os "insolentes" espartanos iriam se colocar contra tão inteligente plano.

Com seu exército proibido de marchar, Leônidas reuniu somente sua guarda pessoal de 300 hoplitas e saiu em "caminhada" em direção às Termópilas, um desfiladeiro pelo qual os persas teriam que passar. Os hoplitas eram a unidade básica de infantaria espartana, guerreiros especializados no uso da lança, escudo e espada, criados desde crianças para serem os soldados perfeitos, os mais ferozes que a Terra já vira. Além dos 300 espartanos, juntaram-se a eles cerca de 7000 aliados de diversas outras cidades e aldeias, dentre elas Arcádia, Téspia, Tebas, Fócia, Corinto, e outras.

Xerxes nasceu em 519 a.C. e morreu em 465 a.C. Era filho de Dario I e neto de Ciro, o Grande. Mesmo não sendo o primogênito, foi indicado por seu pai no leito de morte para assumir o trono da Persa. Tinha como seu principal objetivo continuar a cruzada de seu pai, uma guerra iniciada e perdida por Dario, e que ficou conhecida como "As Guerras Médicas", e que foram terminadas na célebre Batalha de Maratona.

Em sua invasão à Grécia, após até mesmo a construção de um canal para agilizar o movimento de suas tropas, Xerxes viu suas forças serem emboscadas pelos espartanos em um desfiladeiro, as Termópilas (ou Portões de Fogo), onde o grande número de persas de nada valia contra as forças bem organizadas e treinadas dos gregos. Durante 3 dias os espartanos seguraram os invasores, derrotando mais de 40 mil persas somente no primeiro dia, fazendo com que boa parte do exército de Xerxes morresse ou batesse em retirada. Não fosse um ato de traição, talvez os espartanos tivessem realmente uma chance de vencer a batalha.

Um pastor de ovelhas chamado Efialtes, seduzido pelas promessas de ouro e poder dos homens de Xerxes, acabou por mostrar para os persas um caminho alternativo, um atalho escondido, que levaria as tropas persas para trás das forças gregas, e possibilitaria uma emboscada fatal. Uma vez que Leônidas percebeu o que estava acontecendo, dispensou os demais aliados e preparou seus homens para uma investida final. Junto com ele, ficaram ainda cerca de 700 tespianos, inspirados pelos espartanos e preparados para lutar até a morte.

Os espartanos eram criados de maneira que era inaceitável a idéia de bater em retirada, daí a frase dita pelas mulheres espartanas antes de enviar seus filhos e maridos à guerra: "volta com teu escudo, ou sobre ele". A idéia era de que, ou voltas vitorioso, ou morto. Quando Esparta ia à guerra era para vencer, ou morrer tentando. Uma visão muito parecida do que quase 2 mil anos depois viria a ser a classe samurai japonesa.

Com uma estratégia preparada para primeiramente cobrir a retirada das tropas que debandavam, os espartanos se preparavam para resistir ao ataque dos Imortais (guarda pessoal de Xerxes) pela retaguarda, e da cavalaria persa pela frente. Movendo-se para aniquilar o maior número possível de persas antes de sua queda, os espartanos mostraram para os invasores o poder da falange espartana, resistindo bravamente a cada chuva de flechas que os persas enviavam.

Para os guerreiros que ficaram ao seu lado, ele disse: "Almocem comigo aqui, e jantem no inferno". Além da "maneira espartana" de nunca fugir de uma batalha, Leônidas sabia que se ele fugisse o restante da Grécia também fugiria. No final, já cercado por seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leônidas: “Deponham suas armas e se entreguem", Leônidas responde apenas: “Venham pegá-las". São as últimas palavras do rei espartano. Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.

Segundo Heródoto, cujo relato tido como o mais aproximado do que realmente aconteceu, o corpo de Leônidas ficou nas mãos dos hoplitas espartanos até que o último deles fosse morto pelas flechas inimigas. Depois, Xerxes ordenou que a sua cabeça fosse cortada e seu corpo crucificado. Esse não era o costume persa, mas a raiva de Xerxes por Leônidas era tão grande que ele não resistiu a esta crueldade.

Os 10 dias que os espartanos conseguiram atrasar os persas foram o suficiente para que o clima mudasse na grécia, fazendo com que os persas tivessem que esperar mais 1 mês antes de iniciar de fato sua invasão. Neste tempo, foi possível que Esparta se reorganizasse e entrasse em guerra, juntamente com a reconstruída esquadra ateniense. Este tempo também foi suficiente para que Atenas fosse evacuada antes da chegada dos persas, que destruíram a cidade, porém não foram capazes de matar um ateniense sequer.

Pouco tempo depois da queda de Atenas, em conseqüência dos graves erros táticos que Xerxes cometeu, as tropas persas foram vencidas em Salamina e ele regressou à Pérsia derrotado, abandonando seu exército, que acabou se destroçando. O imperador Xerxes jamais conseguiu se recuperar da derrota para os gregos e a partir de então não quis mais se envolver no universo das guerras.

Apenas 40 anos depois o corpo de Leônidas foi devolvido aos espartanos, que ao contrário de suas tradições, enterreram-no com todas as honras e uma demonstração de tristeza nunca vista em Esparta, cujos cidadãos aceitavam a morte em batalha como uma parte do seu curso, e consideravam sinal de fraqueza chorar seus mortos.

Hoje em dia, nas Termópilas, há um monumento em homenagem ao grande Leônidas, com a seguinte inscrição:

“Venham buscá-las.”

E um outro monumento, mais antigo, com a inscrição:

"Viajante que passas, vai e diz a Esparta que, obedientes às suas leis, aqui jazemos."

sexta-feira, outubro 27, 2006

Pensamentos de guerreiro...

Princípios a serem seguidos

1. GI - Justiça e Moralidade
Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;

2.YU - Coragem
Bravura heróica;

3.JIN - Compaixão
Benevolência, simpatia, amor incondicional para com a humanidade;

4.REI - Polidez e Cortesia
Amabilidade;

5.MAKOTO - Sinceridade
Veracidade total, nunca mentir;

6.MEIYO - Honra
Glória;

7.CHUGO - Dever e Lealdade
Devoção, Lealdade;

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O Credo do Guerreiro

Eu não tenho pais, faço do céu e da terra meus pais.
Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes mágicos.
Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.

Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.

Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas minha estratégia.
Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu princípio.
Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.

Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação meus talentos.
Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.
Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada.


São boas paravras... Palavras que merecem ser consideradas...