Música: Lançamento do meu Podcast!!!
Finalmente!!!
Acessem aí:
www.podcastladob.blogspot.com
Um espaço para um cara comum viajar sobre coisas comuns, que ele vê em sua vidinha comum, tentando entender o que raios afinal é ser comum.
Finalmente!!!
Acessem aí:
www.podcastladob.blogspot.com
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Marcadores: música
New York Dolls - One Day It Will Please Us to Remember Even This (2006) - As "velhas bonecas de Nova Iorque" estão de volta nesse album de 2006 que estará estourando por aqui agora em 2007. Banda formada em 1971, seguiram muito bem até 1975, quando começaram as clássicas brigas, separações e por aí vai (dizem as más línguas que as brigas começaram devido a problemas para conseguir heroína durante uma turnê... vai saber?).
Ao contrário de outras bandas, que citam grandes bandas como suas influências, o New York Dolls pode dizer que influenciou alguns dos maiores nomes do rock 'nd roll da história, tais como Kiss, Blondie, Ramones, Aerosmith, Mötley Crüe, Guns N' Roses, e até mesmo Morrissey dos Smiths, que inclusive foi presidente de um fã-clube do New York Dolls. Pois é, apesar de nunca terem realmente estourado a nível mundial, os caras têm uma importância enorme na música.
Este novo álbum veio bem carregado com um rock mais "roots" (hehehe), bem anos 70, bem o que aprendemos a gostar desde criancinhas, com influências no blues, country, folk e afins. Som objetivo, direto, sem grandes floreios, sincero mesmo. Recomendo, com destaque para as faixas Runnin' Around, Plenty of Music e Ain't Got Nothing.
The Stooges - The Weirdness (2007) - Apesar de eu achar que esta banda dispensa apresentações, uma introdução rápida sempre é válida. Ativa entre 1967 e 1974, voltou a ativa em 2003. Para justificar a relevância da banda, bastam um nome: Iggy Pop. Vocalista da banda desde seu começo, e até hoje mostrando que "beleza não pôe mesa", com seu vocal competente.
Influenciaram nomes como Kurt Cobain (que listou a faixa Raw Power como sua música predileta de todos os tempos em seus diários), Sonic Youth (que gravou I Wanna Be Your Dog em 1983), Slayer (que também gravou I Wanna Be Your Dog nos anos 90, com algumas "personalizações" na letra), Guns N' Roses (que gravou Raw Power em 1993), Red Hot Chili Peppers (que gravou Search and Destroy), entre outros.
Este novo album mostra um rock "das antigas", rock bem cru, sem riffs muito pesados, mas com solos gostosos de ouvir, além de uma bateria simples e sem floreios. Além disso, tem grandes momentos do Iggy nos vocais,e dou destaque às faixas The Weirdness e Free & Freaky, com todo seu "climão" rock 'nd roll.
The Fratellis - Costello Music (2006) - Já que não só de "revivals" vive o homem, importante falar de algumas coisas novas também. E uma grata novidade é o album dos escoceses The Fratellis. Ao contrário do que o nome sugere, os caras não são irmãos, nem mesmo italianos. A banda surgiu com 3 amigos que viajavam com um parque de diversões itnerante em Glasgow (Escócia). Outra versão conta que a banda se reuniu através de um anúncio que o bateirista Gordon McRory colocou sob um "nome falso" procurando por músicos que quisessem "conquistar o mundo".
Assim como sua origem, o nome da banda causa bastante confusão e expeculações. A primeira versão que surgiu falava que os membros haviam se inspirado nos Irmãos Fratelli do filme "Os Goonies" (1985), porém os próprios membros da banda desmentiram esta versão ao vivo na rádio BBC. Uma versão mais aceita diz que na verdade o sobrenome original do baixista Barry seria Fratelli. Como uma maneira de deixar clara que a amizade dos 3 integrantes era forte como uma irmandade, todos adotaram nomes artísticos com o mesmo sobrenome, formando então o trio Jon Fratelli (A.K.A. John Lawler, guitarra e vocal), Barry Fratelli (A.K.A. Barry Wallace, baixista) e Mince Fratelli (A.K.A. Gordon McRory, bateirista, backing vocal, e ocasionalmente toca guitarra e banjo).
O album de estréia da banda, Costello Music, mostra um lado indie bastante forte e evidente, com toques fantásticos de folk e um balanço natural que dá até vontade de dançar e assoviar. Aliás, a faixa Whistle For The Choir tem um solo de assovio muito bem colocado. Além desta, destaque para as faixas Flathead (cujo clipe homenageia algumas das maiores musas italianas do cinema) e Chelsea Dagger. Album divertido e com alta qualidade musical, feito por gente que sabe e gosta do que faz.
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Marcadores: música
Saudações!
Bem, algumas novidades que baixei, e recomando que escutem. Textinho escrito meio às pressas ontem a noite, somente agora tive tempo de entrar para postar.
Linkin Park - Minutes to Midnight (2007) - Depois de anos sem lançar nenhum trabalho inédito, a banda de Los Angeles aparece com o novo Minutes to Midnight. Com um som mais maduro e limpo, a banda flerta com influências bem nítidas, que vão do metal clássico, passam pelo rap e vão até o gospel. Se a combinação parece bizarra, o resultado ficou muito bom, com destaque para as fantásticas Given Up, What I've Done e Hands Held High.
The Long Blondes - Someone To Drive You Home (2006) - Apesar do nome, a banda não tem nenhuma loira. Na verdade são 3 morenas e 2 barbados. Formada em Sheffield, na Inglaterra, fazem o estilão "glamour punk" e um som bem indie, com vocal feminino inspirado e boas influências, como Buzzcocks, Ramones e Burt Bacharach. Pessoalmente, eu vejo algo de Save Ferris nas influências deles também.
Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare (2007) - Contrariando as expectativas e vencendo a maldição do segundo disco, a banda britânica emplaca uma verdadeira surpresa: Favourite Worst Nightmare conseguiu se mostrar ainda melhor que o primeiro album. Se eles estavam totalmente despreocupados e sem expectativas no album que lançaram aos 19 anos, agora com 21 eles apresentaram um som mais maduro, responsável e seguro de si. Se o primeiro disco ainda tinha um "quê" de amador, o segundo está muito bem produzido, e bem mais engrenado. Vale a pena.
Dúvidas, críticas, sugestões e opiniões, os comentários estão a disposição.
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Marcadores: música
Estava pensando hoje, sobre como os rótulos viram moda. A expressão "emo" então, hoje é usada para definir desde os "Metaleiros VASP" ("Vagabundos Associados Sustentados pelos Pais", também conhecidos como "mãe, me dá 5 pila para eu ir ser malvado na Redenção?"), até bandas que nada têm a ver com emocore.
Hoje, qualquer banda que faça um som pesado e que fale sobre o tema mais usado na música na história, é tachada de "emo". E que tema é esse? Amor, corações partidos, desilusões, tristeza, essas coisas. É fato, as poesias mais belas giram em torno desses temas. Natural que muitas músicas sejam sobre isto.
Atualmente, para não ser tachado de "emo", uma banda precisa escrever canções que falem sobre como são bons, como pegam a mulherada, como nasceram em um ritual satânico e são filhos bastardos do demônio com uma cabra, essas coisas. Qualquer coisa que fuja desses temas, é considerada "emo". O Punk, o Gótico, o New Metal, e até mesmo algumas vertentes do Metal e do Rock viraram "coisa de emo".
Penso se a cabeça das pessoas não está encolhendo cada vez mais, e se aqueles que se consideram "mentes livres", "visionários" e afins não são na verdade apenas mais um produto da mídia, arrotando aos quatro ventos exatamente o que lhes é dito pela sociedade na qual estão inseridos.
No final, essas pessoas com uma visão tão curta da música apenas estão querendo ser aceitos, querem se sentir parte de algo, querem um abraço, um cafuné, um tapinha nas costas, exatamente como qualquer "emo" que eles tanto criticam.
Falta gente de visão hoje em dia, gente que realmente saiba apreciar e analisar música, independente de estilo ou moda. Agora vou lá buscar meu pentagrama, minha camiseta preta porque meus amigos malvadões estão me esperando para ficarmos todos bêbados ouvindo música do demônio. Tudo isso porque eu sou mal. Entenderam?
Agora vão dizer que até Beatles é emo... Basta pegar qualquer letra deles...
Postado por
Cristiano Molina
2
comentários
Marcadores: música
Há algum tempo ando com a idéia de montar uma lista entitulada "As Cores". A idéia é montar uma lista de albuns com nomes de cores, e já tenho uma pequena amostra, que explica a idéia. Inicialmente, a lista abaixo não tem "cores repetidas", mas pretendo mais pra frente montar uma lista o mais completa possível, com todas as cores e albuns associados.
Lista: As Cores (preview)
Black Album - Metallica (Metal - 1991)
Green Album - Weezer (Rock - 2001)
Blue Album - Weezer (Rock - 1994)
White Album - Beatles (Rock - 1968)
Red Album - Beatles (Rock - 1973)
Yellow Album - The Simpsons (OST - 1998)
Pink Album - White Hole (Pop - 2004)
Orange Album - Stefy (Pop - 2006)
Brown Album - Primus (Rock - 1997)
Grey Album - Danger Mouse (Hip Hop - 2000)
Purple Album - Stone Temple Pilots (Rock - 1994)
Cyan Album - Three Dog Night (Rock - 1973)
Fico aberto a sugestões, tanto de albuns nacionais quanto internacionais, por e-mail (cristiano@poabynight.com) ou aqui nos comentários mesmo.
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Marcadores: música
Imaginem uma banda que influenciou outras bandas como Oasis e Blur (e por consequência Gorillaz), e que inventou muito do que depois viria a ser conhecido como Indie Rock. Agora, imaginem que vcs não conhecem essa banda, nem nunca ouviram falar! Exatamente, uma grande injustiça, mas isso é o que mais tem no mundo da música, infelizmente.
Há algumas semanas conheci, meio que por acidente, uma banda inglesa muito boa que nunca havia ouvido falar, chamada The Charlatans. Iniciaram suas atividades em 1990, e chegaram a ficar bem famosos em seu país de origem, chegando até mesmo a fazer uma tour nos EUA (quando tiveram que adicionar a expressão UK ao nome, por causa de uma banda americana de rock dos anos 60 que também se chamava The Charlatans).
Ok, o indie talvez seja mais antigo, mas a banda é com certeza uma das maiores influências nesse meio, e inventou muitos dos elementos que as bandas posteriores viriam a apresentar nos últimos anos, e isso fica evidente na sonoridade da banda desde o começo. O som dos caras é, resumindo em poucas palavras, MUITO BOM!
Está certo que eu sou suspeito para falar, mas duvido que alguém que goste de Brit, Indie ou mesmo o bom e velho Rock não curta o som deles. Num tom bem despreocupado que lembra muito Blur, uma batida com elementos eletrônicos e teclado que deixam bem clara a formação da banda ainda nos anos 80, e um jeitão bem "Rock'nd Roll" que depois foi seguido por Oasis e outras bandas, eles se apresentam como um dos pais do Indie Rock.
Como melhor maneira de conhecer a banda, recomendo uma coletânea do tipo best of, chamada Forever: The Singles, que foi lançada em 2006. O álbum, com 18 faixas, contém uma seleção dos melhores singles da banda, entre 1990 e 2006. Através desse álbum, é possível acompanhar toda a carreira dos caras, como eles se inseriram dentro da cena musical, sem nunca ter realmente atingido um sucesso mundial.
Aqui no Brasil, pouco se ouve falar dos caras, mesmo em rádios tidas como "especializadas". Aqui em Porto Alegre temos uma rádio que está bem dentro do escopo, mas que eu nunca ouvi tocar (Rádio Ipanema), além de termos uma rádio especializada em rock (Rádio Unisinos) nas redondezas da cidade que também não toca. Ambas as rádios podem ser ouvidas pela internet, caso alguém se interesse.
O fato é que, apesar da relevância da banda, nunca estourou aqui na terrinha tupiniquim. Mas eu recomendo muito a banda, realmente o som dos caras é bom, com destaque para faixas como Indian Rope, The Only One I Know, Weirdo, Can't Get Out Of Bed (sendo essa uma das que mais tem a ver com a minha pessoa, hehehe), North Country Boy, Love is the Key e a altamente indie, com um peso fantástico, faixa Up At The Lake.
É com certeza o meu álbum recomendado da estação. A The Charlatans é com certeza uma das bandas mais relevantes dos anos 90, e quando todas essas bandas indie de hoje estavam aprendendo a tocar violão e bateria no grupo de jovens da igreja, os caras já estavam por aí fazendo tour, e inventando moda.
Álbum: Forever: The Singles
Artista/Banda: The Charlatans
Selo: Island Records
Ano: 2006
Faixas:
1. "Indian Rope"
2. "The Only One I Know"
3. "Weirdo"
4. "Can't Get Out Of Bed"
5. "Just When You're Thinkin' Things Over"
6. "One To Another"
7. "North Country Boy"
8. "How High"
9. "Tellin' Stories"
10. "Forever"
11. "My Beautiful Friend"
12. "Impossible"
13. "Love Is The Key"
14. "A Man Needs To Be Told"
15. "Up At The Lake"
16. "Try Again Today"
17. "Blackened Blue Eyes"
18. "You're So Pretty We're So Pretty" (Youth remix 2006)
Postado por
Cristiano Molina
1 comentários
Marcadores: música
Pois é, vivo eu estou. Apenas ando sem tempo. Essa vida de gestor não é nada barbada, hehehe.
Aqui na província as coisas estão boas. O calor está um pouco exagerado, mas mesmo que tenham cortado minhas férias em função da promoção, passar o dia todo no ar-condicionado já é uma coisa boa por si só.
Pois é, vou passar o verão no mormaço novamente, passei apenas alguns dias na praia no começo do ano, e agora vou ficar na província direto, sem mais praia. Espero que tenha novamente este ano a exposição Mormaço, sobre o verão em Porto Alegre, e como as pessoas que aqui ficam fazem para aproveitar.
No mundo da música, ando enfiado em rock'nd roll até os fundilhos. Estou com muita coisa para ouvir, e não ando tendo tempo. Tudo graças à uma novidade na mídia BR sobre música: Revista Rolling Stone, edição brasileira. Estou comprando todos os meses, e até agora não veio nenhuma ruim.
Realmente, a revista está muito boa, e a princípio tem algumas pessoas lá que realmente entendem do babado (apesar de sempre ter os jabás, mas isso é natural hoje em dia, não tem como fugir e se manter "não-alternativo"). Mas apesar disso, a revista está resistindo à modinha MTV, e tem sempre muito material bom, releases, entrevistas e uma ou outra coisa que não tem nada a ver com música, mas que não ocupa espaço saber.
Bem, passei apenas para avisar que estou vivo, bem, e em breve com novidades.
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Porque as revistas "especializadas" insistem em fazer listas que apenas provam que, na verdade, elas não entendem nada do assunto que tratam? A Hit Parader listou os 100 vocalistas que deveriam ser os 100 melhores do heavy metal do mundo. De cara já dá para notar que a lista na verdade demonstra que a idéia de "heavy metal" deles não é exatamente a mais correta.
O top da lista é Robert Plant, do Led Zeppelin. Ainda temos nomes como Bruce Dickinson, do Iron Maiden, Rob Halford, do Judas Priest, Ozzy Osbourne, do Black Sabbath, Steve Tyler, do Aerosmith, e Chris Cornell, do Soundgarden e Audioslave. Agora, me diga quando que vou encontrar Queen (Freddie Mercury está na lista) na sessão de Metal em qualquer loja do mundo. O que falar então de Kurt Cobain, Scott Stapp, Mike Shinoda, Mick Jagger, Trent Reznor, Roger Daltrey e David Bowie?
Claro, temos alguns grandes vocalistas ali no meio, mas não todos são de heavy metal. Por mais que o Maynard James Keenan demonstre um domínio muito grande dos vocais de Tool e A Perfect Circle, definitivamente ele não é heavy metal. Chester Bennington, Marilyn Manson, Jimi Hendrix e Jon Bon Jovi podem ser definidos da mesma forma (apesar de que Hendrix era um guitarrista muito melhor do que era vocalista, mas deixa assim).
Ok, reunir 100 nomes de vocalistas de um mesmo gênero musical é complicado, eu sei. Mas que fizessem 20! 10! 5! Mas que não fizessem mais essa presepada. Cada vez mais me convenço que essas revistas são formadas por jornalistas genéricos, e não por pessoas que entendem de música.
Abaixo, a lista da Hit Parader.
01. Robert Plant
02. Rob Halford
03. Steven Tyler
04. Chris Cornell
05. Bon Scott
06. Freddie Mercury
07. Bruce Dickinson
08. Ozzy Osbourne
09. Paul Rodgers
10. Ronnie James Dio
11. Axl Rose
12. Sammy Hagar
13. Geddy Lee
14. Geoff Tate
15. Mick Jagger
16. Jonathan Davis
17. Roger Daltrey
18. Paul Stanley
19. David Lee Roth
20. Kurt Cobain
21. Maynard James Keenan
22. Klaus Meine
23. Eddie Vedder
24. James Hetfield
25. Trent Reznor
26. Serj Tankian
27. Layne Staley
28. Steve Perry
29. Gene Simmons
30. Joe Elliott
31. Jon Bon Jovi
32. Alice Cooper
33. Vince Neil
34. Steve Marriott
35. Lajon Witherspoon
36. Sebastian Bach
37. Philip Anselmo
38. Zack De La Rocha
39. Brian Johnson
40. Bret Michaels
41. Udo Dirkschneider
42. David Draiman
43. Ian Gillian
44. Marilyn Manson
45. Jeff Keith
46. Chester Bennington
47. Sully Erna
48. Lemmy Kilmister
49. Aaron Lewis
50. Brett Scallions
51. Chino Moreno
52. Rob Zombie
53. Anthony Kiedis
54. David Coverdale
55. Gary Cherone
56. Andrew Wood
57. Scott Weiland
58. Tom Araya
59. Phil Lynnot
60. Rod Stewart
61. Scooter Ward
62. Ray Davies
63. Sonny Sandoval
64. David Bowie
65. Joan Jett
66. Josey Scott
67. Perry Farrell
68. Scott Stapp
69. Amy Lee
70. Don Dokken
71. Fred Durst
72. Mike Shinoda
73. Pepper Keenan
74. Dez Fafara
75. Gavin Rossdale
76. Blackie Lawless
77. Dave Wyndorf
78. Ann Wilson
79. Jimi Hendrix
80. Ville Valo
81. Peter Steele
82. Dave Williams
83. Dee Snider
84. Joe Lynn Turner
85. King Diamond
86. Corey Taylor
87. Jamey Jasta
88. Justin Hawkins
89. Dave Mustaine
90. Ian Astbury
91. Stephen Pearcy
92. Phil Mogg
93. Biff Byford
94. Cristina Scabbia
95. Dani Filth
96. Wes Scantlin
97. Tim "Ripper" Owens
98. Joshua Todd
99. Kevin Dubrow
100. Ray Gillen
Postado por
Cristiano Molina
5
comentários
Marcadores: música
A revistra britânica Q publicou em sua última edição uma lista com as melhores músicas dos últimos 20 anos. Eu não sei bem qual foi o parâmetro usado, mas creio que não podemos considerar os mesmos parâmetros para escolher clássicos como "Bitter Sweet Symphony"', "One", "Song 2", "Personal Jesus", "Sweet Child O'Mine" ou mesmo "Smells Like Teen Spirit", e modinhas passageiras como "Hey Ya", "7 Nation Army", "Baby One More Time" ou mesmo a novidade "I Bet You Look Good on the Dancefloor".
Pessoalmente, achei a lista fraca, tendenciosa, e demonstra no mínimo uma cultura musical muito pobre de quem a organizou.
Agora, virou moda babar nos ovos do Kurt Cobain, em uma tendência necrófila que me incomoda bastante. O cara entrou entre os artistas mortos mais vendidos da história, rivalizando com Elvis Presley, e por isso agora está essa babação em volta dele. Ok, "Smells Like Teen Spirit" de fato foi um ícone dos anos 90, o maior hino da geração grunge, mas nada me tira da cabeça que ela só está em primeiro na lista por causa do atual "Cobainismo". O Pato Fu certa vez cantou em uma música sobre "a necrofilia da arte". Acho isso muito chato, muito fútil.
Além disso, temos "hits de sucesso" de épocas bem específicas, algumas coisas bem modinha mesmo, totalmente "Billboard", bem "lista dos mais vendidos", coisas como "Hey Ya!", "7 Nation Army", "Crazy", "Angels" e Deus me livre, "Baby One More Time", demosntram uma lista volúvel, embalada pelas "mais pedidas", que não são necessariamente as melhores. Todos sabemos do poder da mídia, e a revista Q parece ter sido mais uma vítima nada inocente.
Mas pergunto agora: como fazer uma lista das melhores músicas dos últimos 20 anos, e não citar "Wonderwall" do Oasis, "Basket Case", "She", "Welcome to Paradise" ou "When I Come Around" do Green Day, "Coffee and TV" do Blur, como não citar nenhuma música do Metallica, "Wish You Were Here" do Incubus, "Even Flow", "Jeremy" ou "Wishlist" do Pearl Jam, "Under The Bridge" do Red Hot Chilly Peppers, e tantas outras músicas fantásticas e muito melhores do que alguns dos participantes desta lista.
As músicas citadas por mim agora são realmente músicas muito boas, que marcaram gerações, fizeram história, e cujas bandas ficaram famosas não por quantos discos vendiam, e sim por sua qualidade técnica e criativa, qualidades tão em falta no mercado musical atual. Mercado que idolatra subprodutos como Pitty, CPM22, Britney "sem dinheiro para comprar calcinha" Spears, Pussycat "sou gostosa e sei rebolar" Dolls, e outras belas porcarias que a mídia vem nos empurrando goela abaixo.
Bem, polêmicas a parte, abaixo está a lista original da revista Q. Concordem comigo, discordem, me xinguem, tudo é válido.
1. "Smells Like Teen Spirit" - Nirvana
2. "Hey Ya!" - Outkast
3. "Sweet Child O' Mine" - Guns N' Roses
4. "Unfinished Sympathy" - Massive Attack
5. "One" - U2
6. "Live Forever" - Oasis
7. "Bitter Sweet Symphony" - The Verve
8. "Common People" - Pulp
9. "There She Goes" - The La's
10. "7 Nation Army" - The White Stripes
11. "Song 2" - Blur
12. "Crazy" - Gnarls Barkley
13. "Angels" - Robbie Williams
14. "Baby One More Time" - Britney Spears
15. "Personal Jesus" - Depeche Mode
16. "Like a Prayer" - Madonna
17. "Firestarter" - The Prodigy
18. "Brimful of Asha" - Cornershop
19. "Stan" - Eminem
20. "I Bet You Look Good on the Dancefloor" - Arctic Monkeys
Postado por
Cristiano Molina
5
comentários
Marcadores: música
Passagem rápida por Porto Alegre, voltando para São Paulo amanhã... Sinto falta da boa música, e graças a deus tenho meus MP3 para me salvar.
E falando em música, tenho ouvido muito um CD que tem se mostrado cada vez melhor. O "Tributo a Odair José" conta com grandes nomes da música brasileira atual, em arranjos fantásticos. Destaque para as versões de Paulo Miklos, Suzana Flag, Pato Fu, Picassos Falsos e para o gênio, Arthur de Faria e seu conjunto. Na minha opinião, só faltou o Rei Frank Jorge, e a obra estaria completa. Um album que com certeza recomendo, e que para quem gosta de comprar CDs, tu encontra por menos de R$ 20,00.
Abaixo então, uma das músicas do album que mais me chamou atenção, e que tenho ouvido direto. Odair José, com certeza um gênio incompreendido, e que agora recebe a devida homenagem.
Vida que não pára
Suzana Flag
Vida que não pára
Máquina que voa
Quanta gente andando à toa
Coração de ferro
Mente de metal
Nasceu no espaço sideral
Conte comigo
Sou seu amigo
Pode confiar em mim
Não tenha medo
Não faça segredo
Pois a vida não é assim
Você que pensa que o mundo é quadrado
Você que pensa que o amor não existe
Você que acha que anda tudo errado
Por causa disso é que está sempre triste
Gente bem de vida
Povo da favela
Casa que não tem janela
Mundo sem prazer
Noites de agonia
Quem levou minha alegria?
Conte comigo
Sou seu amigo
Pode confiar em mim
Não tenha medo
Não faça segredo
Pois a vida não é assim
Você que pensa que o mundo é quadrado
Você que pensa que o amor não existe
Você que acha que anda tudo errado
Por causa disso é que está sempre triste
É... Definitivamente, meu mundo não é quadrado... ;)
Postado por
Cristiano Molina
1 comentários
Pois é, em conversas via e-mail, me surgiu a idéia de fazer uma "mini-enquete" aqui no blog, para saber de vocês, qual seria sua música ideal para ouvir em um momento de reflexão, com apenas a estrada à sua frente.
Então...
Qual a sua trilha sonora, para pegar a estrada?
Postado por
Cristiano Molina
7
comentários
O Rock foi o precursor de diversos gêneros musicais, a fonte da qual a grande maioria do gêneros populares hoje nasceram. Não existiria a maior parte do que se ouve hoje, se não fosse o bom e velho Rock'nd Roll, nascido lá nos idos dos anos 50.
Hoje estava lendo algumas críticas totalmente não-profissionais sobre uma coletânea baseada em um seriado que gosto muito. Críticas de outras pessoas que ouviram a coletânea, e discordavam sobre a natureza do conteúdo da mesma. Acho interessante como o conceito de "Rock" se distorceu ao longo das décadas.
Surgido lá nos anos 50, passou por uma época dourada, que mais tarde viria a ser conhecida como "Rockabilly", com influências das big bands americanas, e raízes no jazz, blues e até mesmo na música country americana. Nos nos 60 ganhou o mundo, tendo como sua principal representante uma banda chamada "Beatles", e estabeleceu o padrão do que viria a ser o Rock dali em diante.
Nos anos 70, as bandas épicas surgiram, quase todas remanescentes do movimento hippie iniciado no final da década de 60, e tivemos grandes nomes como Pink Floyd, Kiss, Black Sabbath, etc. Os shows eram cada vez mais grandiosos, e lembravam eventos épicos, quase cósmicos. Eu gostaria de ter vivido nessa época.
Foi a partir dos anos 80 que as coisas começaram a ficar confusa, com o surgimento e/ou popularização de diversos subgêneros de Rock, e o surgimento do seu filho mais nobre, o Metal. Não vou entrar nos detalhes de como ocorreu todo esse movimento de subdivisão do rock, pelo menos não neste texto, mas é exatamente nesse ponto que as pessoas começaram a confundir o Rock e o Metal.
Hoje tem gente que, quando escuta um grande clássico do Rock, acaba considerando "música velha ou chata", querendo comparar à ícones do Metal como Metallica, por exemplo. Incrivelmente, tem gente que acha que o Rock americano clássico está mais para Country do que para Rock.
Fico um pouco triste que muita gente da geração atual tenha a cabeça tão fechada para tantas coisas boas que se fez no passado, achando que dos anos 70/80 só o que presta é Pink Floyd, Kiss, Black Sabbath/Ozzy Osbourne, AC-DC e companhia. Tem muita coisa boa que ninguém valoriza, tem Eagles (e ao contrário do que a maioria pensa, eles não lançaram somente Hotel California), Allman Brothers Band, Bachman Turner Overdrive, Blue Oyster Cult, Echo And The Bunnymen, Boston, Kansas, Free, Lynard Skynard e muitas outras coisas muito boas, mas que as pessoas deixam de ouvir por puro preconceito.
Meu conselho é: quer ter a capacidade de realmente apreciar diversos gêneros musicais, e saber o porque de tu gostar de determinada coisa, e não gostar de outra? Estude as origens, estude as décadas de 60 e 70, e o início de 80. Entenda algo de música, antes de criticar e chamar Rock'nd Roll de verdade de Folk. :S
Postado por
Cristiano Molina
1 comentários
Marcadores: música
E não é que a Rádio Ipanema saiu na frente na interatividade?
A rádio lançou ontem o programa My Player Ipanema, no qual a programação das madrugadas será literalmente feita pelos ouvintes. Através do site da rádio, os ouvintes cadastrados poderão eles mesmos montar a programação da madrugada, escolhendo cada um uma música e uma vinheta para tocar.
A escolha é feita a partir de uma base de aproximadamente 3000 músicas, e não passa por nenhum tipo de filtro por parte dos comunicadores da rádio. É interatividade total mesmo, sem censura, tendo como único critério ter a escolhida na base de músicas disponibilizada pela rádio.
Ontem o comunicador da rádio Eduardo Santos falou no ar sobre o lançamento do programa, dizendo que a rádio só fez isso pois sabe os ouvintes que tem, e por isso se sentiu segura para largar essa responsabilidade na mão do público. Eduardo acrescentou também que o programa de estréia já deixava bem evidente a principal característica da rádio e dos ouvintes da mesma: uma programação totalmente eclética, porém de altíssima qualidade.
Ao contrário de outras rádios, que disponibilizam sempre as mesmas poucas dezenas de músicas, e mesmo assim evita tocar músicas muito alternativas ou que não estejam com um forte apelo comercial no momento, a Ipanema entregou a programação da madrugada para os ouvintes, o que com certeza vai refletir o que de fato o pessoal gosta de ouvir (e não apenas o que os ouvintes estão acostumados a ouvir, por imposição comercial de outras rádios).
Para participar da programação, basta acessar o www.ipanema.com.br, e clicar em "My Player". Fazendo o cadastro, você terá acesso à base de músicas e vinhetas, e poderá dar sua contribuição para o programa da próxima madrugada. Cada ouvinte cadastrado tem direito a escolher uma música e uma vinheta por dia.
Eu já fiz minha contribuição para hoje, estreando no melhor estilo portoalegrense, com o hino Amigo Punk, da Graforréia Xilarmônica, que vai rodar por volta da 1h40 da madruga, com vinhetinha da "zona sul". A sintonia da rádio é 94.9 FM, e para quem não é de Porto Alegre, pode curtir a rádio direto pelo site também. Atualmente a rádio é a que melhor define a cara de Porto Alegre, a única rádio "college" da capital gaúcha.
Parabéns para a rádio pela iniciativa.
Postado por
Cristiano Molina
1 comentários
E nas ilhas britânicas a coisa tá pegando, hehehe...
No último domingo, 21, o vocalista da banda britânica Kaiser Chiefs foi atropelado "bem de leve" na cidade natal dele, Leeds. Ricky Wilson atravessava a rua, na faixa de segurança, e com o sinal de pedestres verde para ele, quando um carro de pequeno porte avançou o sinal.
Wilson, famoso pelos saltos acrobáticos que dá nos shows da banda, escapou de um acidente mais sério exatamente por esta sua louca marca registrada. Ele tentou saltar por cima do carro, porém acabou sendo pêgo pelo parabrisa do veículo. Mesmo assim, ele apenas quebrou um dedo e teve algumas contusões.
No site oficial da banda, divulga-se o seguinte: "Isso pode soar como uma brincadeira, mas o que provavelmente salvou "Ricky' foi sua marca registrada, os pulos. Ele é o homem mais sortudo do mundo por ainda estar vivo."
A polícia britânica confirma se tratar de um carro de pequeno porte, que fugiu sem prestar socorro. Bem, para aqueles que falavam mal das performances nada tradicionais do cara no palco, essa foi a prova de que a música pode sim, te salvar.
Bem, essa foi por pouco, pois quase perdemos um integrante imprescindível, de uma ótima banda. O Kaiser Chiefs recebeu 12 indicações ao Mercury 2005, um dos mais importantes prêmios da música britânica. Também conseguiu seis nomeações ao Brit Awards 2006: melhor grupo britânico, álbum, performance ao vivo, performance de rock e performance revelação.
Em 2005 os caras lançaram o album de estréia, "Employment", onde emplacaram sucessos como "Na Na Na Na Naa", "Oh My God" e "I Predict a Riot" (que foi lançado primeiramente em um single homônimo, em 2004). Aqui no Brasil, o primeiro som deles que eu ouvi foi justamente "Oh My God", que me chamou muito a atenção pela sonoridade mais "'cool", mais suave, porém ainda assim com uma veia muito forte de rock 'nd roll.
Postado por
Cristiano Molina
0
comentários
Marcadores: música
Estava observando algumas bandas mais tradicionais do hardcore, punk, grunge, e encontrei um padrão.
Bandas como MxPx e No Use For A Name estão migrando gradualmente para o emocore, deixando de lado suas raízes mais "hard", optando por um som mais comercial. O lado bom dessa mudança é que essas bandas costumavam ter uma qualidade musical e técnica invejáveis, e com a nova proposta, eles mantiveram esta qualidade. Nos trabalhos mais recentes de MxPx (Panic, de 2005) e No Use For A Name (Keep Them Confused, também de 2005), as bandas trouxeram um som mais leve, porém não perderam nada de sua técnica que os colocou entre algumas das melhores bandas de seu segmento original. Se compararmos as bandas novas, que já ingressaram no Emocore, os "véios" dão uma verdadeira aula de música.
O lado ruim é que temos cada vez menos bandas para representar o "barulho infernal" que ouvíamos durante a adolescência. Porém outras bandas, como a Lagwagon em seu album Resolve, também de 2005, mantiveram o antigo estilo, melhorando apenas a produção de seu trabalho.
Resta agora saber até quando as últimas bandas do real hardcore vão resistir...
Postado por
Cristiano Molina
2
comentários
Marcadores: música