segunda-feira, março 26, 2007

Cinema: 300 de Esparta

Nós marchamos.
Desde a querida Lacônia
Desde a sagrada Esparta
Em nome da honra
Em nome da glória
Nós marchamos.


Assim começa o original escrito por Frank Miller, que narra de maneira romantizada a épica Batalha das Termópilas e dos 300 bravos espartanos que deram a vida em nome de um ideal. Um ideal de liberdade e compromisso, lealdade e retidão, um ideal de fazer o que é certo, custe o que custar. Uma história sobre um rei que aceitou o que a vida lhe colocou à frente, e abraçou seu papel como aquele que salvaria o mundo livre da tirania e crueldade, e pagaria com sua vida.

O filme não é um documentário, e nem se prende à fidelidade histórica tão exigida pela crítica. Não é um documentário, e nem o pretendia ser. A linguagem visual, a trilha sonora, a atuação dos atores, nada foi feito como se fosse um documentário. Ao contrário, é a narração épica, carregada de paixão e parcialidade de um dos eventos históricos mais importantes da idade antiga, e um dos mais belos também.

As histórias de amor podem ser lindas, e de fato o são, mas são os sacrifícios que fazemos, são as coisas das quais abrimos mão, que nos marcam na história, e Leônidas e seus 300 bravos hoplitas abriram mão de tudo, de suas famílias, de suas casas, de suas vidas, em nome daquilo que eles achavam certo. Abriram mão de tudo, menos de seu orgulho, e daquilo que eles realmente eram: guerreiros, espartanos, invencíveis.

Dá para notar que eu realmente gosto dessa história não é? Há 8 longos anos que eu espero pelo lançamento deste filme, desde que pus os olhos pela primeira vez na graphic novel de Frank Miller. Então resolvi escrever um pouco sobre os fatos que inspiraram o filme, sobre quem foi realmente Leônidas, quem eram os espartanos, e o que ocorreu na épica Batalha das Termópilas. Mas já aviso: o texto abaixo pode estragar algumas surpresas do filme para quem não conhece a história.

Leônidas foi rei de Esparta entre os anos de 490 a.C. a 480 a.C.. Ele assumiu o trono de Esparta sucedendo seu meio-irmão Cleômenas I, casando-se com sua sobrinha Gorgo. Era membro da família dos Ágidas, uma das duas da Diarquia de Esparta (a outra era os Euripôntidas). Leônidas era o 17º da linha Ágida, filho de Anaxandridas II, e dizia-se que ele era descendente direto de Hércules.

Lêonidas, em grego, significa “forte como um leão”, e o rei espartano honrou a alcunha pela qual era chamado: "O Leão de Esparta". Desde pequeno era conhecido pela sua força, bravura e inteligência, e chegou a ser dado como morto durante o Agoge, porém contrariando as probabilidades, sobreviveu ao inverno grego, sozinho na floresta, e retornou à Esparta vitorioso e pronto para se tornar de fato um guerreiro, aos 10 anos de idade.

O Agoge era o processo de educação espartano, pelo qual todos os jovens passavam. Através do Agoge, os espartanos eram ensinados na arte da guerra, tornando-se guerreiros fortes, determinados, patriotas e que nunca desistiam. Quando as mulheres espartanas enviavam seus filhos e maridos para a guerra, diziam-lhes "volta com teu escudo, ou sobre ele" ("volta vitorioso, ou morto"). Certa vez, Gorgo foi questionada por outras mulheres, onde lhe perguntaram porque as mulheres espartanas eram as únicas gregas que mandavam em seus homens. A resposta de Gorgo deixa claro o modo de vista espartano, e maneira como eles se relacionavam: "Ora, porque parimos homens de verdade!".

Quando os persas estavam para invadir a grécia, Leônidas buscou aconselhamento com os Éforos, um conselho de anciões que vivia isolado do resto de Esparta, e do Oráculo de Delfos. Leônidas foi então avisado que Esparta não deveria ir à guerra, pois estavam na época da Carnéia, um tempo sagrado no qual não deveria haver "marcha", e que por esse motivo os exércitos estavam proibidos de guerrear. Leônidas também foi avisado de que Esparta iria cair, e que a única maneira de salvá-la seria o sacrifício da vida de seu rei. Também na mesma época celebravam-se as olimpíadas em Athenas, e também por este motivo os atenienses e sua esquadra não iriam combater os persas.

A estratégia do rei persa, Xerxes I, era precisa. Subornar os influentes conselheiros gregos de diversas cidades, para que os mesmos não permitissem que seus exércitos guerreassem naquele momento, e aproveitar este tempo para posicionar suas tropas de aproximadamente 400 mil homens (de um exército total de 2 milhões e 600 mil que servia o Império Persa) e invadir a grécia com pouca ou quase nenhuma resistência. Ele apenas não contava que os "insolentes" espartanos iriam se colocar contra tão inteligente plano.

Com seu exército proibido de marchar, Leônidas reuniu somente sua guarda pessoal de 300 hoplitas e saiu em "caminhada" em direção às Termópilas, um desfiladeiro pelo qual os persas teriam que passar. Os hoplitas eram a unidade básica de infantaria espartana, guerreiros especializados no uso da lança, escudo e espada, criados desde crianças para serem os soldados perfeitos, os mais ferozes que a Terra já vira. Além dos 300 espartanos, juntaram-se a eles cerca de 7000 aliados de diversas outras cidades e aldeias, dentre elas Arcádia, Téspia, Tebas, Fócia, Corinto, e outras.

Xerxes nasceu em 519 a.C. e morreu em 465 a.C. Era filho de Dario I e neto de Ciro, o Grande. Mesmo não sendo o primogênito, foi indicado por seu pai no leito de morte para assumir o trono da Persa. Tinha como seu principal objetivo continuar a cruzada de seu pai, uma guerra iniciada e perdida por Dario, e que ficou conhecida como "As Guerras Médicas", e que foram terminadas na célebre Batalha de Maratona.

Em sua invasão à Grécia, após até mesmo a construção de um canal para agilizar o movimento de suas tropas, Xerxes viu suas forças serem emboscadas pelos espartanos em um desfiladeiro, as Termópilas (ou Portões de Fogo), onde o grande número de persas de nada valia contra as forças bem organizadas e treinadas dos gregos. Durante 3 dias os espartanos seguraram os invasores, derrotando mais de 40 mil persas somente no primeiro dia, fazendo com que boa parte do exército de Xerxes morresse ou batesse em retirada. Não fosse um ato de traição, talvez os espartanos tivessem realmente uma chance de vencer a batalha.

Um pastor de ovelhas chamado Efialtes, seduzido pelas promessas de ouro e poder dos homens de Xerxes, acabou por mostrar para os persas um caminho alternativo, um atalho escondido, que levaria as tropas persas para trás das forças gregas, e possibilitaria uma emboscada fatal. Uma vez que Leônidas percebeu o que estava acontecendo, dispensou os demais aliados e preparou seus homens para uma investida final. Junto com ele, ficaram ainda cerca de 700 tespianos, inspirados pelos espartanos e preparados para lutar até a morte.

Os espartanos eram criados de maneira que era inaceitável a idéia de bater em retirada, daí a frase dita pelas mulheres espartanas antes de enviar seus filhos e maridos à guerra: "volta com teu escudo, ou sobre ele". A idéia era de que, ou voltas vitorioso, ou morto. Quando Esparta ia à guerra era para vencer, ou morrer tentando. Uma visão muito parecida do que quase 2 mil anos depois viria a ser a classe samurai japonesa.

Com uma estratégia preparada para primeiramente cobrir a retirada das tropas que debandavam, os espartanos se preparavam para resistir ao ataque dos Imortais (guarda pessoal de Xerxes) pela retaguarda, e da cavalaria persa pela frente. Movendo-se para aniquilar o maior número possível de persas antes de sua queda, os espartanos mostraram para os invasores o poder da falange espartana, resistindo bravamente a cada chuva de flechas que os persas enviavam.

Para os guerreiros que ficaram ao seu lado, ele disse: "Almocem comigo aqui, e jantem no inferno". Além da "maneira espartana" de nunca fugir de uma batalha, Leônidas sabia que se ele fugisse o restante da Grécia também fugiria. No final, já cercado por seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leônidas: “Deponham suas armas e se entreguem", Leônidas responde apenas: “Venham pegá-las". São as últimas palavras do rei espartano. Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.

Segundo Heródoto, cujo relato tido como o mais aproximado do que realmente aconteceu, o corpo de Leônidas ficou nas mãos dos hoplitas espartanos até que o último deles fosse morto pelas flechas inimigas. Depois, Xerxes ordenou que a sua cabeça fosse cortada e seu corpo crucificado. Esse não era o costume persa, mas a raiva de Xerxes por Leônidas era tão grande que ele não resistiu a esta crueldade.

Os 10 dias que os espartanos conseguiram atrasar os persas foram o suficiente para que o clima mudasse na grécia, fazendo com que os persas tivessem que esperar mais 1 mês antes de iniciar de fato sua invasão. Neste tempo, foi possível que Esparta se reorganizasse e entrasse em guerra, juntamente com a reconstruída esquadra ateniense. Este tempo também foi suficiente para que Atenas fosse evacuada antes da chegada dos persas, que destruíram a cidade, porém não foram capazes de matar um ateniense sequer.

Pouco tempo depois da queda de Atenas, em conseqüência dos graves erros táticos que Xerxes cometeu, as tropas persas foram vencidas em Salamina e ele regressou à Pérsia derrotado, abandonando seu exército, que acabou se destroçando. O imperador Xerxes jamais conseguiu se recuperar da derrota para os gregos e a partir de então não quis mais se envolver no universo das guerras.

Apenas 40 anos depois o corpo de Leônidas foi devolvido aos espartanos, que ao contrário de suas tradições, enterreram-no com todas as honras e uma demonstração de tristeza nunca vista em Esparta, cujos cidadãos aceitavam a morte em batalha como uma parte do seu curso, e consideravam sinal de fraqueza chorar seus mortos.

Hoje em dia, nas Termópilas, há um monumento em homenagem ao grande Leônidas, com a seguinte inscrição:

“Venham buscá-las.”

E um outro monumento, mais antigo, com a inscrição:

"Viajante que passas, vai e diz a Esparta que, obedientes às suas leis, aqui jazemos."

sábado, março 17, 2007

Pensamentos de uma noite chuvosa...

E aqui parado, olhando ela se arrumar, eu me pergunto: onde foi que eu acertei TANTO na vida, para ter uma namorada tão linda, tão maravilhosa, tão perfeita? Como não amá-la desse jeito tão incrível, como eu amo? Não sei, só sei que ela é tudo isso e muito mais, e eu realmente AMO ela... Muito...

sexta-feira, março 02, 2007

Crônica: Futilidade é coisa de Macho

Na vida acabou se criando uma convenção de que as mulheres foram, são e sempre serão fúteis. Nós, homens cultos, estudados e que valorizamos quesitos menos cotados como inteligência, cultura e presença de espírito simplesmente convencionamos para a sociedade de que as mulheres são, em sua esmagadora maioria, fúteis. Mesmo a menos fútil das mulheres ainda é fútil, ainda se escabela por causa de um cantinho descascado no esmalte, ainda têm aquela reação "mega-meiga" quando vêem um filhotinho, ainda acham que 2 bolsas e 6 pares de sapato é pouco.

Mas e não é verdade? Realmente, as mulheres têm certas preocupações que vemos como o cúmulo do ridículo, como ter um ataque porque saiu na rua e viu outra mulher com um vestido igual àquele que ela não usa há 3 anos, ou largar aquela célebre frase "Aiii!!! Quebrei minha unhaaa!!!", com aquele pesar choroso na voz. Mas já pararam para pensar que nós, varões reprodutores da espécie, orgulhos da mamãe, também somos totalmente fúteis?

Pois é, nós homens, por mais "cultos" que nos consideremos, por mais "pessoas" que sejamos, também temos nossas futilidades. E uma coisa engraçada que observei é que, quanto mais "cultos" ficamos, mais exigentes e mais fúteis nos tornamos. Mas aí quando imaginamos um homem fútil, logo nos vem à mente a imagem daquele cara que se veste todo charmoso, que faz as unhas, está sempre com o cabelo bem aparado, barba bem feita (ou cuidadosamente "por fazer"), que fala sobre 10 autores diferentes (em 3 línguas diferentes), escuta jazz e personifica um verdadeiro modelo de metrossexual. Mas aí é que nos enganamos.

Realmente, um homem assim tem muitas futilidades, mas não é somente ele. Os homens "com H maiúsculo" como costumam dizer por aí são as vezes muito mais fúteis do que o mais "cult" dos intelectuais. Como exemplo de "Futilidade de Macho" podemos começar pelo clássico futebol. Quer coisa mais fútil do que o ataque histérico de um vivente na frente da televisão, xingando o juíz e quase chorando, por causa de um gol perdido? Ou a capacidade de citar a escalação do seu time do coração dos últimos 5 anos, com a mesma convicção e rapidez que uma mulher conseguiria citar os estilistas de uma grife famosa na última coleção outono/inverno.

Mas não é somente no futebol que vemos o quanto nós, machões, somos fúteis. Quer maior frescura do que ficar escolhendo marca de cerveja? O resultado vai ser o mesmo afinal, variando apenas a intensidade da dor de cabeça no outro dia. Ou a babação que é quando passa aquele Mustang 67 vermelho conversível, bem devagar. Quer maior futilidade que dois homens discutindo a relação custo/benefício de um motor 1.0 e a de um motor 1.6? Só o que o carro tem que fazer é andar e gastar pouco, o resto é besteira!

Bem, não precisamos ir tão longe assim, não precisamos ser tão extremos, para mostrar como nós homens somos fúteis. Querem exemplos mais simples? O lado da cama em que dormimos, o tipo de cueca que preferimos, determinado modelo de calça, tênis/sapato, aquela vontade de comprar um sobretudo de couro bem estiloso, aquele óculos escuro que nos deixa com "pinta de malvado", o cuidado com a barba (mesmo que este cuidado seja ser apenas "totalmente descuidado"), a maneira como defendemos com socos e pontapés (mulheres defenderiam com unhas e dentes) o nosso estilo de vestir, falar e viver, e como nos sentimos superiores por sermos Homens, machões gostosões e desejados, quando uma mulher passa e fica olhando para nós. Isso tudo são futilidades, se formos analisar com os mesmos olhos que analisamos as mulheres.

Mas não pensem que eu estou me eximindo de qualquer culpa nessa história. Eu creio que sou um dos homens mais fúteis que eu conheço, por várias razões. Citando apenas algumas, todos que me conhecem sabem pelo meu capricho em usar óculos escuros ou coloridos, e que raramente permito fotos dos meus olhos. Porque isso? Porque sou fresco! Hahaha, sou fútil sim! Sabem também como sou cuidadoso com o meu jeito de vestir, e sempre procuro compor muito bem meu estilo, seja qual for o do dia (meu estilo costuma variar de acordo com o meu humor, e não existe um padrão).

Tenho bastante cuidado com o meu cavanhaque, estou orgulhoso por ter parado de roer as unhas, não gosto de futebol, sou totalmente preconceituoso para cerveja (para mim a única que merece meu respeito é a Polar "No" Export, apesar de no inverno preferir algo mais quente como um bom Rum ou um vinho tinto), só uso cuecas do tipo boxer ou samba-canção (de preferência pretas) e meias de algodão (abrindo excessão somente para meias sociais, para usar com sapato), gosto de dormir do lado direito da cama, odeio que mexam nas minhas coisas ou que entrem no meu quarto sem pedir, babo por carros "tunados" (ainda vou ter uma "tunadora").

Sou doido para ter um sobretudo de couro desenhado por mim (acreditem, eu tenho os desenhos dele), quando estou cozinhando eu odeio que venham se meter, sou extremamente exigente com as coisas que faço (qualquer coisa, desde meus textos e artes, até o empilhamento das caixas de leite dentro do armário). Uma amiga uma vez me disse que eu só não podia ser considerado um metrossexual porque era novo demais, apesar de que eu acho que ainda me falta uma carreira bem sucedida e eu não tenho nenhuma vontade de me depilar (gosto dos meus pêlos onde eles estão).

Enfim, eu sou fútil, sou fresco, e não tenho nenhuma vergonha disso. Isso porque não é apenas um determinado tipo de homem ou mulher que é fútil, pois a futilidade é inerente às pessoas independente de gênero, classe, credo ou opção sexual. Todo mundo tem suas próprias futilidades, e que me atire a primeira pedra aquele que nunca sorriu para si mesmo no espelho ao ver que aquele casaco realmente caiu bem.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Álbum Review: The Charlatans - Forever: The Singles

Imaginem uma banda que influenciou outras bandas como Oasis e Blur (e por consequência Gorillaz), e que inventou muito do que depois viria a ser conhecido como Indie Rock. Agora, imaginem que vcs não conhecem essa banda, nem nunca ouviram falar! Exatamente, uma grande injustiça, mas isso é o que mais tem no mundo da música, infelizmente.

Há algumas semanas conheci, meio que por acidente, uma banda inglesa muito boa que nunca havia ouvido falar, chamada The Charlatans. Iniciaram suas atividades em 1990, e chegaram a ficar bem famosos em seu país de origem, chegando até mesmo a fazer uma tour nos EUA (quando tiveram que adicionar a expressão UK ao nome, por causa de uma banda americana de rock dos anos 60 que também se chamava The Charlatans).

Ok, o indie talvez seja mais antigo, mas a banda é com certeza uma das maiores influências nesse meio, e inventou muitos dos elementos que as bandas posteriores viriam a apresentar nos últimos anos, e isso fica evidente na sonoridade da banda desde o começo. O som dos caras é, resumindo em poucas palavras, MUITO BOM!

Está certo que eu sou suspeito para falar, mas duvido que alguém que goste de Brit, Indie ou mesmo o bom e velho Rock não curta o som deles. Num tom bem despreocupado que lembra muito Blur, uma batida com elementos eletrônicos e teclado que deixam bem clara a formação da banda ainda nos anos 80, e um jeitão bem "Rock'nd Roll" que depois foi seguido por Oasis e outras bandas, eles se apresentam como um dos pais do Indie Rock.

Como melhor maneira de conhecer a banda, recomendo uma coletânea do tipo best of, chamada Forever: The Singles, que foi lançada em 2006. O álbum, com 18 faixas, contém uma seleção dos melhores singles da banda, entre 1990 e 2006. Através desse álbum, é possível acompanhar toda a carreira dos caras, como eles se inseriram dentro da cena musical, sem nunca ter realmente atingido um sucesso mundial.

Aqui no Brasil, pouco se ouve falar dos caras, mesmo em rádios tidas como "especializadas". Aqui em Porto Alegre temos uma rádio que está bem dentro do escopo, mas que eu nunca ouvi tocar (Rádio Ipanema), além de termos uma rádio especializada em rock (Rádio Unisinos) nas redondezas da cidade que também não toca. Ambas as rádios podem ser ouvidas pela internet, caso alguém se interesse.

O fato é que, apesar da relevância da banda, nunca estourou aqui na terrinha tupiniquim. Mas eu recomendo muito a banda, realmente o som dos caras é bom, com destaque para faixas como Indian Rope, The Only One I Know, Weirdo, Can't Get Out Of Bed (sendo essa uma das que mais tem a ver com a minha pessoa, hehehe), North Country Boy, Love is the Key e a altamente indie, com um peso fantástico, faixa Up At The Lake.

É com certeza o meu álbum recomendado da estação. A The Charlatans é com certeza uma das bandas mais relevantes dos anos 90, e quando todas essas bandas indie de hoje estavam aprendendo a tocar violão e bateria no grupo de jovens da igreja, os caras já estavam por aí fazendo tour, e inventando moda.

Álbum: Forever: The Singles
Artista/Banda: The Charlatans
Selo: Island Records
Ano: 2006
Faixas:
1. "Indian Rope"
2. "The Only One I Know"
3. "Weirdo"
4. "Can't Get Out Of Bed"
5. "Just When You're Thinkin' Things Over"
6. "One To Another"
7. "North Country Boy"
8. "How High"
9. "Tellin' Stories"
10. "Forever"
11. "My Beautiful Friend"
12. "Impossible"
13. "Love Is The Key"
14. "A Man Needs To Be Told"
15. "Up At The Lake"
16. "Try Again Today"
17. "Blackened Blue Eyes"
18. "You're So Pretty We're So Pretty" (Youth remix 2006)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

The Boss is back!

Pois é, vivo eu estou. Apenas ando sem tempo. Essa vida de gestor não é nada barbada, hehehe.

Aqui na província as coisas estão boas. O calor está um pouco exagerado, mas mesmo que tenham cortado minhas férias em função da promoção, passar o dia todo no ar-condicionado já é uma coisa boa por si só.

Pois é, vou passar o verão no mormaço novamente, passei apenas alguns dias na praia no começo do ano, e agora vou ficar na província direto, sem mais praia. Espero que tenha novamente este ano a exposição Mormaço, sobre o verão em Porto Alegre, e como as pessoas que aqui ficam fazem para aproveitar.

No mundo da música, ando enfiado em rock'nd roll até os fundilhos. Estou com muita coisa para ouvir, e não ando tendo tempo. Tudo graças à uma novidade na mídia BR sobre música: Revista Rolling Stone, edição brasileira. Estou comprando todos os meses, e até agora não veio nenhuma ruim.

Realmente, a revista está muito boa, e a princípio tem algumas pessoas lá que realmente entendem do babado (apesar de sempre ter os jabás, mas isso é natural hoje em dia, não tem como fugir e se manter "não-alternativo"). Mas apesar disso, a revista está resistindo à modinha MTV, e tem sempre muito material bom, releases, entrevistas e uma ou outra coisa que não tem nada a ver com música, mas que não ocupa espaço saber.

Bem, passei apenas para avisar que estou vivo, bem, e em breve com novidades.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

100 maiores vocalistas de heavy metal (?!)

Porque as revistas "especializadas" insistem em fazer listas que apenas provam que, na verdade, elas não entendem nada do assunto que tratam? A Hit Parader listou os 100 vocalistas que deveriam ser os 100 melhores do heavy metal do mundo. De cara já dá para notar que a lista na verdade demonstra que a idéia de "heavy metal" deles não é exatamente a mais correta.

O top da lista é Robert Plant, do Led Zeppelin. Ainda temos nomes como Bruce Dickinson, do Iron Maiden, Rob Halford, do Judas Priest, Ozzy Osbourne, do Black Sabbath, Steve Tyler, do Aerosmith, e Chris Cornell, do Soundgarden e Audioslave. Agora, me diga quando que vou encontrar Queen (Freddie Mercury está na lista) na sessão de Metal em qualquer loja do mundo. O que falar então de Kurt Cobain, Scott Stapp, Mike Shinoda, Mick Jagger, Trent Reznor, Roger Daltrey e David Bowie?

Claro, temos alguns grandes vocalistas ali no meio, mas não todos são de heavy metal. Por mais que o Maynard James Keenan demonstre um domínio muito grande dos vocais de Tool e A Perfect Circle, definitivamente ele não é heavy metal. Chester Bennington, Marilyn Manson, Jimi Hendrix e Jon Bon Jovi podem ser definidos da mesma forma (apesar de que Hendrix era um guitarrista muito melhor do que era vocalista, mas deixa assim).

Ok, reunir 100 nomes de vocalistas de um mesmo gênero musical é complicado, eu sei. Mas que fizessem 20! 10! 5! Mas que não fizessem mais essa presepada. Cada vez mais me convenço que essas revistas são formadas por jornalistas genéricos, e não por pessoas que entendem de música.

Abaixo, a lista da Hit Parader.

01. Robert Plant
02. Rob Halford
03. Steven Tyler
04. Chris Cornell
05. Bon Scott
06. Freddie Mercury
07. Bruce Dickinson
08. Ozzy Osbourne
09. Paul Rodgers
10. Ronnie James Dio
11. Axl Rose
12. Sammy Hagar
13. Geddy Lee
14. Geoff Tate
15. Mick Jagger
16. Jonathan Davis
17. Roger Daltrey
18. Paul Stanley
19. David Lee Roth
20. Kurt Cobain
21. Maynard James Keenan
22. Klaus Meine
23. Eddie Vedder
24. James Hetfield
25. Trent Reznor
26. Serj Tankian
27. Layne Staley
28. Steve Perry
29. Gene Simmons
30. Joe Elliott
31. Jon Bon Jovi
32. Alice Cooper
33. Vince Neil
34. Steve Marriott
35. Lajon Witherspoon
36. Sebastian Bach
37. Philip Anselmo
38. Zack De La Rocha
39. Brian Johnson
40. Bret Michaels
41. Udo Dirkschneider
42. David Draiman
43. Ian Gillian
44. Marilyn Manson
45. Jeff Keith
46. Chester Bennington
47. Sully Erna
48. Lemmy Kilmister
49. Aaron Lewis
50. Brett Scallions
51. Chino Moreno
52. Rob Zombie
53. Anthony Kiedis
54. David Coverdale
55. Gary Cherone
56. Andrew Wood
57. Scott Weiland
58. Tom Araya
59. Phil Lynnot
60. Rod Stewart
61. Scooter Ward
62. Ray Davies
63. Sonny Sandoval
64. David Bowie
65. Joan Jett
66. Josey Scott
67. Perry Farrell
68. Scott Stapp
69. Amy Lee
70. Don Dokken
71. Fred Durst
72. Mike Shinoda
73. Pepper Keenan
74. Dez Fafara
75. Gavin Rossdale
76. Blackie Lawless
77. Dave Wyndorf
78. Ann Wilson
79. Jimi Hendrix
80. Ville Valo
81. Peter Steele
82. Dave Williams
83. Dee Snider
84. Joe Lynn Turner
85. King Diamond
86. Corey Taylor
87. Jamey Jasta
88. Justin Hawkins
89. Dave Mustaine
90. Ian Astbury
91. Stephen Pearcy
92. Phil Mogg
93. Biff Byford
94. Cristina Scabbia
95. Dani Filth
96. Wes Scantlin
97. Tim "Ripper" Owens
98. Joshua Todd
99. Kevin Dubrow
100. Ray Gillen

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Top (?!) músicas dos últimos 20 anos

A revistra britânica Q publicou em sua última edição uma lista com as melhores músicas dos últimos 20 anos. Eu não sei bem qual foi o parâmetro usado, mas creio que não podemos considerar os mesmos parâmetros para escolher clássicos como "Bitter Sweet Symphony"', "One", "Song 2", "Personal Jesus", "Sweet Child O'Mine" ou mesmo "Smells Like Teen Spirit", e modinhas passageiras como "Hey Ya", "7 Nation Army", "Baby One More Time" ou mesmo a novidade "I Bet You Look Good on the Dancefloor".

Pessoalmente, achei a lista fraca, tendenciosa, e demonstra no mínimo uma cultura musical muito pobre de quem a organizou.

Agora, virou moda babar nos ovos do Kurt Cobain, em uma tendência necrófila que me incomoda bastante. O cara entrou entre os artistas mortos mais vendidos da história, rivalizando com Elvis Presley, e por isso agora está essa babação em volta dele. Ok, "Smells Like Teen Spirit" de fato foi um ícone dos anos 90, o maior hino da geração grunge, mas nada me tira da cabeça que ela só está em primeiro na lista por causa do atual "Cobainismo". O Pato Fu certa vez cantou em uma música sobre "a necrofilia da arte". Acho isso muito chato, muito fútil.

Além disso, temos "hits de sucesso" de épocas bem específicas, algumas coisas bem modinha mesmo, totalmente "Billboard", bem "lista dos mais vendidos", coisas como "Hey Ya!", "7 Nation Army", "Crazy", "Angels" e Deus me livre, "Baby One More Time", demosntram uma lista volúvel, embalada pelas "mais pedidas", que não são necessariamente as melhores. Todos sabemos do poder da mídia, e a revista Q parece ter sido mais uma vítima nada inocente.

Mas pergunto agora: como fazer uma lista das melhores músicas dos últimos 20 anos, e não citar "Wonderwall" do Oasis, "Basket Case", "She", "Welcome to Paradise" ou "When I Come Around" do Green Day, "Coffee and TV" do Blur, como não citar nenhuma música do Metallica, "Wish You Were Here" do Incubus, "Even Flow", "Jeremy" ou "Wishlist" do Pearl Jam, "Under The Bridge" do Red Hot Chilly Peppers, e tantas outras músicas fantásticas e muito melhores do que alguns dos participantes desta lista.

As músicas citadas por mim agora são realmente músicas muito boas, que marcaram gerações, fizeram história, e cujas bandas ficaram famosas não por quantos discos vendiam, e sim por sua qualidade técnica e criativa, qualidades tão em falta no mercado musical atual. Mercado que idolatra subprodutos como Pitty, CPM22, Britney "sem dinheiro para comprar calcinha" Spears, Pussycat "sou gostosa e sei rebolar" Dolls, e outras belas porcarias que a mídia vem nos empurrando goela abaixo.

Bem, polêmicas a parte, abaixo está a lista original da revista Q. Concordem comigo, discordem, me xinguem, tudo é válido.

1. "Smells Like Teen Spirit" - Nirvana
2. "Hey Ya!" - Outkast
3. "Sweet Child O' Mine" - Guns N' Roses
4. "Unfinished Sympathy" - Massive Attack
5. "One" - U2
6. "Live Forever" - Oasis
7. "Bitter Sweet Symphony" - The Verve
8. "Common People" - Pulp
9. "There She Goes" - The La's
10. "7 Nation Army" - The White Stripes
11. "Song 2" - Blur
12. "Crazy" - Gnarls Barkley
13. "Angels" - Robbie Williams
14. "Baby One More Time" - Britney Spears
15. "Personal Jesus" - Depeche Mode
16. "Like a Prayer" - Madonna
17. "Firestarter" - The Prodigy
18. "Brimful of Asha" - Cornershop
19. "Stan" - Eminem
20. "I Bet You Look Good on the Dancefloor" - Arctic Monkeys

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aprendi

Reeditando o que já foi escrito... Me pareceu adequado...

:: Aprendi ::

Nessa vida eu aprendi muitas coisas. Aprendi que as pessoas são muito parecidas, e por mais coisas que elas tenham em comum, ainda assim são totalmente diferentes. Aprendi que por mais que eu tente, não consigo negar a pessoa que eu sou. Aprendi que a chuva de verão é muito boa, mas é a chuva de inverno que limpa a alma.

Aprendi que as mães são as melhores meteorologistas, e que não adianta discutir, elas sempre acertam quando dizem para pegar um agasalho que vai esfriar, ou para não esquecer o guarda-chuva pois o tempo está ficando feio. Aprendi que por mais que eu me ache autêntico e original, no final eu estou apenas tentando seguir os passos do meu pai, e me tornar melhor do que ele, fazê-lo se orgulhar de mim.

Aprendi que chá com mel e limão é ótimo para curar resfriado, que alho é um dos melhores tempêros para a comida, que chocolate quente no inverno só é bom quando se tem companhia embaixo do edredon, que não gosto de peixe cru e que um dos melhores cheiros do mundo é o do café da tarde na casa dos meus avós.

Nessa vida eu aprendi a controlar meu gênio, aceitar minhas fraquezas e enfrentar meus medos. Aprendi que a palavra proferida é como uma flecha lançada: não tem como voltar atrás, e quando atinge o alvo pode machucar profundamente. Aprendi que algumas fraquezas têm um valor de virtude, e que isso faz parte de mim. Aprendi que não adianta tentar negar quem eu sou, quem quer que eu seja, e que sempre que eu recuar por medo, vou me arrepender depois por não ter tentado.

Aprendi como subir em árvores, como construir cabanas no bosque, qual a melhor maneira de descer uma lomba de bicicleta, como fazer estilingue e trabuco, e aprendi o valor que uma boa risada com o teu melhor amigo tem, o bem que ela faz. Aprendi que amigos vêm e vão na vida da gente, mas o sentimento verdadeiro nunca deixa de existir, por mais que a vida e os caminhos afastem as pessoas.

Aprendi que o passado não pode ser mudado, e que o futuro ainda não existe. O que eu tenho e sempre vou ter é apenas o presente, e cabe a mim decidir o que vou fazer dele. Aprendi que só posso contar comigo para fazer minhas conquistas pessoais, e que é um erro colocar essa responsabilidade em outra pessoa.

Nessa vida, poucos anos que vivi até agora, aprendi tantas coisas que nem sei direito. Aprendi que posso encontrar um instante de eternidade no olhar de outra pessoa, aquele instante em que o universo parece parar exclusivamente para mim. Aprendi que um abraço sincero vale mais do que mil beijos vazios, que um aperto de mão de um amigo vira abraço com a maior facilidade, e que eu preciso desse contato físico como qualquer outra pessoa.

Aprendi que o pôr-do-sol é lindo na beira do Guaíba, mas que o amanhecer pode ser mais lindo ainda, mesmo que visto a partir de um quintal, se você estiver com a pessoa certa. Aprendi que magia existe, e está dentro de cada uma das pessoas que cruzam meu caminho todos os dias. E aprendi que é uma experiência única compartilhar essa magia com os outros.

Aprendi que é errado tentar prender alguém à um sentimento, principalmente se este sentimento partir de somente um dos lados. Aprendi que não posso exigir que alguém sinta por mim o mesmo que eu sinto. Aprendi que o verdadeiro sentimento, o que vale a pena, seja amizade, amor, simpatia, surge naturalmente. Aprendi também que as vezes leva tempo para que o sentimento surja, e mais tempo ainda para que tome força.

Aprendi que algumas feridas demoram mais tempo para fechar do que as outras, e que se ainda estão abertas é porque eu ainda sinto alguma coisa. Aprendi também que não consigo sentir coisas ruins por muito tempo pelas pessoas, e que nenhuma ofensa é tão grave que eu não possa perdoar. Tenho muita coisa boa para sentir e não tenho tempo para perder com as coisas ruins.

Aprendi que sou humano, que sofro e sinto dor como qualquer outra pessoa, e que o sofrimento de ninguém é mais especial do que o de outro. Aprendi que sempre vou lamentar pelo que perdi, mas que algumas perdas são irreparáveis, então o melhor é aceitá-las e seguir em frente. A vida não pára para que possamos enxugar pela milésima vez a mesma lágrima.

Nessa vida eu aprendi muita coisa, coisas demais, coisas que jamais deveria ter aprendido, e aprendi que os pecados que cometemos sempre carregam um pouco de penitência junto, pois por sabermos que estamos fazendo algo errado perdemos um pouco de nós mesmos. Mas aprendi que existe redenção, e que ela está no lugar mais secreto do universo: dentro de nós.

Aprendi aos poucos a não perder a esperança tão fácil, e aprendi que mesmo que eu caia e pareça ter me rendido ao desespero, de algum lugar eu sempre tiro alguma força para me reerguer e seguir adiante. Não consigo ficar caído por muito tempo. Quando se acha que não resta mais forças, ainda temos 40% para seguir em frente.

Mas nem tudo que aprendi é tão profundo. Nessa vida eu aprendi a usar o microondas, a programar o video-cassete, a andar de patins e quase aprendi a nadar. Aprendi a usar a internet (há muitos anos atrás), aprendi a falar inglês sozinho, aprendi a me barbear, me vestir e até dar o nó do sapato sozinho. Aprendi que arroz se faz com água quente, que costela se assa primeiro o osso, que tampa se abre no sentido anti-horário, e nunca esqueci como se anda de bicicleta.

Nessa vida aprendi que nunca vou deixar de ser uma criança, que gosto de brincar com meus amigos, e que se não posso mais brincar de Comandos em Ação, tenho o RPG para substituir. Aprendi que uma das coisas mais gostosas de se fazer é brincar de lego com minha priminha, que amoleço as pernas cada vez que ouço minha afilhada me chamar de "dindo", e que vou ser um pai muito coruja.

Aprendi também a fazer fogo no fogão à lenha, a fazer pipoca, molho branco e que se deve calcular meio pacote de raviolli por pessoa. Aprendi a tocar violão, e descobri que preciso praticar muito antes de poder tocar na frente de outra pessoa. Aprendi que só serei feliz fazendo o que eu gosto, e o que eu gosto de fazer é criar. E criar pode ser qualquer coisa, desde uma frase engraçada até um layout novo para uma página.

Aprendi a desenhar, e por muitos anos esse foi o meu passatempo predileto. Aprendi a escrever, aprendi a expressar meus sentimentos, incertezas e alegrias através de palavras, palavras que eu uso na esperança de quem sabe deixar um pouco de mim eternizado, para que quando eu me for, as pessoas ainda lembrem de mim não por quem fui, mas pelo que senti. Pois o que eu sinto é o que faz de mim quem eu sou. E o que eu sou é o que está aqui, agora, nessas palavras. E é claro que tem muito mais além disso. Sempre vai ter.

Cristiano Molina
- Apenas começando a aprender...

quinta-feira, novembro 16, 2006

Chevette's Facts

Chevette's Facts

Eu, como adorador deste possante exemplar da história automobilística, não poderia deixar de publicar... E da-lhe chevetêra!!!


Chevette's Facts

O Chevette Turbo, para olhos destreinados, é apenas mais um carro popular. O que poucos sabem é do poder que esse motor possui.

Depois de nos infiltrarmos nos arquivos secretos do governo americano, descobrimos que o motor do Chevette Turbo é mais antigo do que se pensava e mais poderoso do que se pode imaginar.

- O velocimetro do Chevette Turbo marca até o infinito...2 vezes

- Tentaram testar a velocidade máxima do Chevette Turbo, no meio do teste ele sumiu. Dizem que ele atingiu a velocidade da luz e rompeu a barreira do tempo. Meses depois encontraram nas ruinas de uma pirâmide do Egito o Deus Cheva.

- O Chevette Turbo não tem cavalos, tem búfalos. Raivosos.

- A fisica tem medo do motor de Chevette Turbo!

- Um Veyron tem cerca de 1001 cavalos, um Chevette Turbo tem cerca de 1001 Veyrons.

- The Flash quando quer se locomover com mais velocidade, vai com seu Chevette Turbo.

- A teoria da relatividade diz que o motor do Chevette Turbo pode te ultrapassar ontem.

- A fim de conseguir produzir mais energia, a Usina de Chernobyl resolveu trocar seus reatores nucleares por motores de Chevette Turbo... A Usina não aguentou e rachou.

- O exército americano colocou um motor de Chevette Turbo em um tanque, hoje em dia ele não é mais um tanque, e sim um carro de arrancada.

- O Japão queria fazer a piscina de ondas mais potente do mundo e resolveu usar o motor de Chevette Turbo, no primeiro teste causou a tsunami na Indonésia.

- Uma vez uma correia de Chevette Turbo estourou aos 80000RPM, os pistões entraram em órbita. Depois disso já existem especulações se as crateras lunares foram realmente causadas por meteoros.

- O exterminador do futuro falou "hasta la vista baby" depois de ter entrado em seu Chevette Turbo.

- Quando o Chevette Turbo atinge a velocidade da luz, é hora de engatar a segunda marcha.

- Quando Papai Noel resolveu substituir suas renas por um Chevette Turbo todas as crianças receberam seus presentes em novembro.

- O Batmóvel tem metade do motor de um Chevette turbo. Toda energia na batcaverna é gerada por um motor de Chevette também!

- O caça F-117 Stealth usa um motor de Chevette Turbo com dois cabos de vela soltos como propulsor.

- Todos superesportivos tem motor de Chevette Turbo.É usada apenas uma carenagem diferente e retirados de 1 a 3 cilindros para existir diferença de potência e desempenho entre eles.

- Quando o PCC descobriu que todas as viaturas brasileiras seriam Chevettes Turbo eles ficaram putos e resolveram abrir fogo contra a polícia.

- O Titanic tinha o motor de Chevette Turbo, e quando deu o 1° arrancadão na água ficou impossível desviar do iceberg.

- "Eu tinha um Chevette Turbo. Turbinado", disse Chuck Norris.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Pensamentos de guerreiro...

Princípios a serem seguidos

1. GI - Justiça e Moralidade
Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;

2.YU - Coragem
Bravura heróica;

3.JIN - Compaixão
Benevolência, simpatia, amor incondicional para com a humanidade;

4.REI - Polidez e Cortesia
Amabilidade;

5.MAKOTO - Sinceridade
Veracidade total, nunca mentir;

6.MEIYO - Honra
Glória;

7.CHUGO - Dever e Lealdade
Devoção, Lealdade;

=============================
O Credo do Guerreiro

Eu não tenho pais, faço do céu e da terra meus pais.
Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes mágicos.
Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.

Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.

Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas minha estratégia.
Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu princípio.
Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.

Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação meus talentos.
Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.
Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada.


São boas paravras... Palavras que merecem ser consideradas...

sexta-feira, setembro 29, 2006

blogLife: pensamentos de uma tarde...

Tem dias que passam devagar. As tardes nessa época do ano costumam ter uma duração quase sobrenatural, como naqueles filmes europeus em que quase nada acontece (com a diferença de que no meu caso, muita coisa acontece). Os problemas vão aparecendo, você vai resolvendo, apenas para abrir espaço para novos problemas, que também serão resolvidos.

Estranhamente, o sentimento de utilidade no mundo não alivia a sensação de solidão. Sim, as vezes me sinto sozinho, mesmo sabendo das pessoas que estão ao meu redor, e das pessoas que não estão ficisamente próximas, mas que não poderiam estar mais perto de mim em pensamentos e sentimentos.

Estou tentando tocar vários projetos adiante, sejam eles profissionais, acadêmicos ou pessoais, e até que estou conseguindo fazer algumas coisas acontecer. Mas ando constantemente com a sensação de que não estou fazendo o bastante, que eu poderia fazer mais, dar mais de mim, me dedicar mais às coisas, garantir mais resultados.

Apesar da leve melancolia, estou bem, muito bem. Trabalhando bastante, cada vez mais apaixonado e feliz. Alguns projetos pessoais meus estão finalmente saindo do papel, enquanto outros estão sendo "despriorizados", em função de outras coisas mais importantes.

Bem, ando meio sem novidades, acho que a maior novidade ainda está por vir (muito em breve), e eu espero nos próximos dias já poder divulgar para vocês um novo espaço.

No que se refere a música, tenho ouvido muita coisa diferente, e queria deixar uma recomendação para vocês: Stone Sour. Banda liderada pelo vocalista do Slipknot, Corey Taylor, realmente surpreende. Pretendo falar mais deles, e de outras bandas em breve. Por enquanto, deixo para vocês a música deles que eu mais gostei. Espero que curtam.

Through Glass
Stone Sour


I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
Oh God, it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

How do you feel? That is the question
But I forget, you don't expect an easy answer
When something like a soul becomes
Initialized and folded up like paper dolls and little notes
You can't expect a bit of hope
So while you're outside looking in
Describing what you see
Remember what you're staring at is me

Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
No one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

How much is real? So much to question
An epidemic of the mannequins
Contaminating everything
When thought came from the heart
It never did right from the start
Just listen to the noises
(No more sad voices)
Before you tell yourself it's just a different scene
Remember it's just different from what you've seen

Im looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
No one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
No one ever tells you that forever
feels like home, sitting all alone inside your head

And it's the stars, the stars
That shine for you
And it's the stars, the stars
That lie to you, yeah

And it's the stars, the stars
That shine for you
And it's the stars, the stars
That lie to you, yeah

I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
Oh God it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever
feels like home, sitting all alone inside your head

And it's the stars, the stars
That shine for you, yeah
And it's the stars, the stars
That lie to you, yeah

And it's the stars, the stars
That shine for you, yeah
And it's the stars, the stars
That lie to you, yeah

Oh, we're the stars
Oh, we're the stars that lie


Bom som para emoldurar esta sexta-feira...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Opinião: A opinião dos eruditos

Escrever sobre algum assunto mais genérico, que não exija muita especialização, é realmente muito mais fácil. Não pela facilidade de se produzir conteúdo em si, mas também pelas opiniões geradas pelo texto. Quando escrevemos para especialistas, o nível de cobrança é épico, e em 99% das vezes, ninguém vai concordar com o que você disse, podendo até mesmo chegar ao nível de ridicularizar o autor.

Quando escrevemos sobre um assunto que exige um maior nível de especialização, um assunto específico e que não é de domínio do grande público, normalmente quem vai opinar são outros especialistas, e que normalmente não terão a mesma opinião que o autor sobre o assunto.

O que complica mais a escrita para "eruditos" são exatamente as opiniões, o "feedback". Eruditos muitas vezes me passam a impressão de se sentirem na obrigação de discordar, eles PRECISAM dizer algo em contrário do que está escrito, como se o contraponto fosse na verdade um dever cívico.

Acho que neste ponto, não posso me considerar um especialista em nada, e sim um tremendo generalista mesmo. Consigo gostar do que os outros escrevem, e muitas vezes até tenho opiniões que não estão 100% de acordo com o texto, mas prefiro acrescentar conteúdo e idéias, do que invalidar totalmente um texto, ou até mesmo ridicularizar o autor.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Opinião: Banalização do sexo

Alguns dias atrás estava eu caminhando pela província, voltando do almoço sozinho, quando me deparei com uma propaganda que me chamou a atenção: uma morena dentro de uma lingerie vermelha, com um ar entre sensual e o pornográfico, Photoshop trabalhando pesado, com um sofá fora de foco no fundo. Em plena esquina da Goethe com a Mostardeiro.

Antes que pensem mal de mim, vou explicar. O que me chamou a atenção é que a propaganda digna de uma campanha da Victoria's Secret era de uma loja de móveis. Isso mesmo, móveis! Ao invés de mostrar o móvel, eles preferiram aproveitar e chamar a atenção do público com uma morena semi-nua, em uma das esquinas mais movimentadas da cidade.

Isso me fez pensar que, mais do que nunca, estamos usando o sexo para vender de tudo. Não duvido que em breve comecemos a usar o sexo para vender até mesmo religião! Imaginem: um cartaz cheio de jovens garotas lindíssimas, e rapazes sarados, comportadamente vestidos, porém deixando revelar contornos para lá de atraentes, dizendo "venha para a juventude cristã".

Aos poucos, através da mídia, estamos banalizando cada vez mais o sexo, transformando-o em uma ferramenta de mídia que cada vez causa menos impacto. Essa "liberdade" que temos hoje, que nos permite mostrar qualquer coisa na TV, rádio e jornais, acaba por desvalorizar o sexo, tornando-o algo frívolo, de pouca importância, e aí vemos os jovens perdendo a virgindade cada vez mais cedo, dormindo juntos com o consentimento dos pais antes mesmo de terminar o ensino fundamental...

Enfim, vemos o sexo algo cada vez mais corriqueiro, menos importante, não é mais algo que as pessoas fazem porque se gostam, e sim algo que as pessoas fazem porque se encontraram numa esquina e rolou química. Propagandas cada vez mais provocantes, programas de TV cada vez mais bagaceiros (vide aquele lixo que é o programa do Leão e aquele Zorra Total), a indústria do sexo deixou de ser um mercado exclusivo do meretrício, e agora passa a ser um nicho explorado por pessoas com nível superior e até pós-graduação.

Existem vários fatores que contribuem para esta mudança de valores, e não estou aqui tentando bancar o falso moralista, mas foi uma coisa na qual pensei dia desses. Talvez as pessoas devessem usar mais a peça que têm entre as orelhas, para ver o que a mídia está fazendo conosco.

Se bem que as eleições estão aí de novo, e lá vamos nós, povo marcado, povo feliz, reeleger os mesmos ladrões de sempre... O que esperar desse povo?

segunda-feira, agosto 14, 2006

blogLife: de volta à poesia

Engraçado observar que, quando nossa vida se acelera, a primeira coisa da qual nos livramos para aliviar o peso é a poesia. Ironicamente, é normalmente uma das coisas que mais nos fazem sentir leve e pronto para encarar o mundo.

Pois é, a vida anda corrida, e eu não tenho mais tempo para escrever no blog. Nem comentar notícias, nem dar teorias, nem dicas de música, nem nada. Mas a música certa, no momento certo, é capaz de inspirar qualquer um a escrever novamente. E caiu bem, nesse momento.

Agora já é oficialmente 14 de agosto, e em 2 dias será meu aniversário. 24 anos de vida, 2 anos de Mercador, uma dupla comemoração, em um momento de muita pressão e responsabilidade, tanto profissional quanto pessoal e emocional.

Certa vez me disseram que vivemos nosso inferno astral no mês exatamente anterior ao nosso aniversário, e que depois desta data, as coisas se acalmam e se ajeitam. Bem, eu espero sinceramente que esta conta esteja certa, porque eu ando inseguro. E eu odeio não ter certeza das coisas.

Mas como sempre, estou reagindo bem ao mundo, tentando aguentar a barra, tentando ser forte, por mim e por aqueles com os quais me importo. Andei muito tempo fora, acho que nunca tinha ficado tanto tempo longe de casa antes, e isso acabou reforçando em mim certos valores e compromissos auto-impostos, e me fazendo perceber uma coisa muito importante.

Ao longo da minha vida, tomei muitos caminhos errados, cometi muitos erros, e com alguns destes erros eu aprendi. Mas em toda minha vida, nunca tomei uma decisão sozinho, por mim mesmo. Sempre tomei minhas decisões em função do que os outros esperavam de mim, seja para satisfazer tais expectativas, seja para provar que ninguém controlava minha vida, além de mim mesmo. Bem, no final eu estava errado, e mesmo que indiretamente, eu permitia que o resto do mundo controlasse para que lado eu iria, nunca dirigindo de verdade minha vida.

Mas de uns meses para cá, tenho tomado decisões mais confiantes, dado passos mais importantes, sido mais sincero comigo mesmo, e bem devagar as recompensas têm vindo. Ainda não tive nada de concreto, para olhar e dizer "ok, isso foi por algo certo que fiz na vida", mas quem sabe as recompensas não comecem a aparecer logo ali, depois da próxima curva? Ou da outra? Quem sabe? Eu não sei, mas pretendo descobrir, logo.

No dia 16 de agosto de 1982 eu chegava ao mundo, e provavelmente nem Deus fazia idéia de quem eu iria me tornar. Que tipo de pessoa aquele guri estranho iria se tornar? Bem, 24 anos depois eu ainda não sei responder esta pergunta, mas se não sei exatamente aonde estou, pelo menos já sei qual direção tomar, e onde quero chegar.

Tenho comigo alguns tesouros, coisas e pessoas valiosas que pretendo carregar comigo pelo resto do caminho, e uma estrada desconhecida adiante. Mas confesso, ao mesmo tempo que tenho essa curiosidade que me enlouquece, e me faz seguir adiante, também tenho medo, porque não sei o que estará me esperando depois da curva. Mas talvez seja o momento de parar de andar de carona, e assumir a direção da minha própria vida. Talvez esteja na hora de crescer, e me tornar o homem que nasci para ser.

24 anos... Não sou mais um guri... E o que quer que o amanhã me reserve, eu estarei lá, de braços abertos, e olhos atentos...


Drive
Incubus


Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much
I'll let the fear take the wheel and steer.
It's driven me before, and it seems to have a vague,
counting mass appeal.
But lately I'm beginning to find that I
should be the one behind the wheel.

Whatever tomorrow brings,
I'll be there with open arms and open eyes, Yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be there..I'll be there.


So, if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before and it seems to be the way
that everyone else gets around.
But lately I'm beginning to find that when
I drive myself my light is found.


Whatever tomorrow brings,
I'll be there with open arms and open eyes, Yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be there...I'll be there.

Would you choose water over wine....hold the wheel and drive?

Whatever tomorrow brings,
I'll be there with open arms and open eyes, Yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be there..I'll be there.

segunda-feira, agosto 07, 2006

24º Dia Internacional do Cristiano Molina - Irish Edition

Então pessoas, é chegada a hora!

Comemoração do meu aniversário de número 23-B no próximo sábado, dia 12 de agosto, no Shamrock Irish Pub.

Mais detalhes? Acesse o site da festa.

segunda-feira, julho 24, 2006

blogLife: Breve estadia na província

Passagem rápida por Porto Alegre, voltando para São Paulo amanhã... Sinto falta da boa música, e graças a deus tenho meus MP3 para me salvar.

E falando em música, tenho ouvido muito um CD que tem se mostrado cada vez melhor. O "Tributo a Odair José" conta com grandes nomes da música brasileira atual, em arranjos fantásticos. Destaque para as versões de Paulo Miklos, Suzana Flag, Pato Fu, Picassos Falsos e para o gênio, Arthur de Faria e seu conjunto. Na minha opinião, só faltou o Rei Frank Jorge, e a obra estaria completa. Um album que com certeza recomendo, e que para quem gosta de comprar CDs, tu encontra por menos de R$ 20,00.

Abaixo então, uma das músicas do album que mais me chamou atenção, e que tenho ouvido direto. Odair José, com certeza um gênio incompreendido, e que agora recebe a devida homenagem.

Vida que não pára
Suzana Flag


Vida que não pára
Máquina que voa
Quanta gente andando à toa

Coração de ferro
Mente de metal
Nasceu no espaço sideral

Conte comigo
Sou seu amigo
Pode confiar em mim
Não tenha medo
Não faça segredo
Pois a vida não é assim

Você que pensa que o mundo é quadrado
Você que pensa que o amor não existe
Você que acha que anda tudo errado
Por causa disso é que está sempre triste


Gente bem de vida
Povo da favela
Casa que não tem janela

Mundo sem prazer
Noites de agonia
Quem levou minha alegria?

Conte comigo
Sou seu amigo
Pode confiar em mim
Não tenha medo
Não faça segredo
Pois a vida não é assim

Você que pensa que o mundo é quadrado
Você que pensa que o amor não existe
Você que acha que anda tudo errado
Por causa disso é que está sempre triste


É... Definitivamente, meu mundo não é quadrado... ;)

segunda-feira, julho 10, 2006

Enquete: Trilha para a estrada

Pois é, em conversas via e-mail, me surgiu a idéia de fazer uma "mini-enquete" aqui no blog, para saber de vocês, qual seria sua música ideal para ouvir em um momento de reflexão, com apenas a estrada à sua frente.

Então...

Qual a sua trilha sonora, para pegar a estrada?

sexta-feira, julho 07, 2006

Música: O Velho e Bom Rock

O Rock foi o precursor de diversos gêneros musicais, a fonte da qual a grande maioria do gêneros populares hoje nasceram. Não existiria a maior parte do que se ouve hoje, se não fosse o bom e velho Rock'nd Roll, nascido lá nos idos dos anos 50.

Hoje estava lendo algumas críticas totalmente não-profissionais sobre uma coletânea baseada em um seriado que gosto muito. Críticas de outras pessoas que ouviram a coletânea, e discordavam sobre a natureza do conteúdo da mesma. Acho interessante como o conceito de "Rock" se distorceu ao longo das décadas.

Surgido lá nos anos 50, passou por uma época dourada, que mais tarde viria a ser conhecida como "Rockabilly", com influências das big bands americanas, e raízes no jazz, blues e até mesmo na música country americana. Nos nos 60 ganhou o mundo, tendo como sua principal representante uma banda chamada "Beatles", e estabeleceu o padrão do que viria a ser o Rock dali em diante.

Nos anos 70, as bandas épicas surgiram, quase todas remanescentes do movimento hippie iniciado no final da década de 60, e tivemos grandes nomes como Pink Floyd, Kiss, Black Sabbath, etc. Os shows eram cada vez mais grandiosos, e lembravam eventos épicos, quase cósmicos. Eu gostaria de ter vivido nessa época.

Foi a partir dos anos 80 que as coisas começaram a ficar confusa, com o surgimento e/ou popularização de diversos subgêneros de Rock, e o surgimento do seu filho mais nobre, o Metal. Não vou entrar nos detalhes de como ocorreu todo esse movimento de subdivisão do rock, pelo menos não neste texto, mas é exatamente nesse ponto que as pessoas começaram a confundir o Rock e o Metal.

Hoje tem gente que, quando escuta um grande clássico do Rock, acaba considerando "música velha ou chata", querendo comparar à ícones do Metal como Metallica, por exemplo. Incrivelmente, tem gente que acha que o Rock americano clássico está mais para Country do que para Rock.

Fico um pouco triste que muita gente da geração atual tenha a cabeça tão fechada para tantas coisas boas que se fez no passado, achando que dos anos 70/80 só o que presta é Pink Floyd, Kiss, Black Sabbath/Ozzy Osbourne, AC-DC e companhia. Tem muita coisa boa que ninguém valoriza, tem Eagles (e ao contrário do que a maioria pensa, eles não lançaram somente Hotel California), Allman Brothers Band, Bachman Turner Overdrive, Blue Oyster Cult, Echo And The Bunnymen, Boston, Kansas, Free, Lynard Skynard e muitas outras coisas muito boas, mas que as pessoas deixam de ouvir por puro preconceito.

Meu conselho é: quer ter a capacidade de realmente apreciar diversos gêneros musicais, e saber o porque de tu gostar de determinada coisa, e não gostar de outra? Estude as origens, estude as décadas de 60 e 70, e o início de 80. Entenda algo de música, antes de criticar e chamar Rock'nd Roll de verdade de Folk. :S

quarta-feira, junho 28, 2006

Música: My Player Ipanema

E não é que a Rádio Ipanema saiu na frente na interatividade?

A rádio lançou ontem o programa My Player Ipanema, no qual a programação das madrugadas será literalmente feita pelos ouvintes. Através do site da rádio, os ouvintes cadastrados poderão eles mesmos montar a programação da madrugada, escolhendo cada um uma música e uma vinheta para tocar.

A escolha é feita a partir de uma base de aproximadamente 3000 músicas, e não passa por nenhum tipo de filtro por parte dos comunicadores da rádio. É interatividade total mesmo, sem censura, tendo como único critério ter a escolhida na base de músicas disponibilizada pela rádio.

Ontem o comunicador da rádio Eduardo Santos falou no ar sobre o lançamento do programa, dizendo que a rádio só fez isso pois sabe os ouvintes que tem, e por isso se sentiu segura para largar essa responsabilidade na mão do público. Eduardo acrescentou também que o programa de estréia já deixava bem evidente a principal característica da rádio e dos ouvintes da mesma: uma programação totalmente eclética, porém de altíssima qualidade.

Ao contrário de outras rádios, que disponibilizam sempre as mesmas poucas dezenas de músicas, e mesmo assim evita tocar músicas muito alternativas ou que não estejam com um forte apelo comercial no momento, a Ipanema entregou a programação da madrugada para os ouvintes, o que com certeza vai refletir o que de fato o pessoal gosta de ouvir (e não apenas o que os ouvintes estão acostumados a ouvir, por imposição comercial de outras rádios).

Para participar da programação, basta acessar o www.ipanema.com.br, e clicar em "My Player". Fazendo o cadastro, você terá acesso à base de músicas e vinhetas, e poderá dar sua contribuição para o programa da próxima madrugada. Cada ouvinte cadastrado tem direito a escolher uma música e uma vinheta por dia.

Eu já fiz minha contribuição para hoje, estreando no melhor estilo portoalegrense, com o hino Amigo Punk, da Graforréia Xilarmônica, que vai rodar por volta da 1h40 da madruga, com vinhetinha da "zona sul". A sintonia da rádio é 94.9 FM, e para quem não é de Porto Alegre, pode curtir a rádio direto pelo site também. Atualmente a rádio é a que melhor define a cara de Porto Alegre, a única rádio "college" da capital gaúcha.

Parabéns para a rádio pela iniciativa.

quarta-feira, junho 14, 2006

Webdesigner x "O Guri do 404"

Um texto meio antigo, escrevi no ano passado, mas acho que ainda é bastante atual. É um dos meus textos prediletos, dentre os muitos que escrevi no blog antigo.


:: Webdesigner x "O Guri do 404" ::

Eu estava pensando dia desses. As áreas ligadas à informática sofrem da falta de um conselho que regule a profissão, e faz com quem qualquer um que "saiba" alguma coisa sobre o assunto possa exercer. Qualquer um se diz "técnico", e desvaloriza a profissão e os profissionais como um todo. E isso se agrava quando falamos de internet.

Existem muitas diferenças entre um profissional que estudou realmente sua profissão, com fundamentação teórica, com conhecimentos provenientes de pesquisas bem elaboradas, e experiência séria no mercado, e um "curioso", que leu alguns livros, baixou alguns programas e apostilas, e aprendeu tudo na prática, sem um conhecimento profundo e real do assunto.

Na informática, existe um personagem fictício chamado "o guri do 404", que é aquele filho do vizinho que a gente sempre ouve falar quando passamos um orçamento. "Tudo isso? Mas o filho do vizinho do 404 disse que faz pra mim, e me cobraria menos da metade disso". Bem, sempre que eu escuto isso de um cliente, tento negociar, e se o cliente bater muito na tecla do preço estar muito alto, dispenso o job. Isso mesmo, eu dispenso o cliente.

Como não dependo do trabalho de webdesigner para viver, afinal tenho outra ocupação pela qual sou relativamente bem pago, me dou ao luxo de escolher para quem trabalho, e quais trabalhos vou pegar. Também por não depender dos jobs como webdesigner e designer, acabo por manter uma tabela de preços um pouco abaixo da média do mercado, mas não muito. Quando um cliente reclama do preço, é o primeiro passo para perder pontos comigo e acabar por ser dispensado em um job futuro.

A diferença entre um bom profissional e "o guri do 404" não é apenas o preço. A tendência da sociedade é inundar cada vez mais o mercado com os "falsos profissionais", pois nos últimos anos a profissão de design ganhou cada vez mais visibilidade, e hoje as pessoas vêem os profissionais dessa área como "pessoas de glamour e sofisticação". Tem muita gente por aí que estufa o peito na hora de falar "sou webdesigner", mas sem nunca realmente ter ido além de algumas brincadeiras no Photoshop e no Frontpage.

A própria expressão "design" hoje em dia foi subvertida, e temos novos profissionais por aí se entitulando "hair designers", "fashion designers", "living designers", quando na verdade são cabeleireiros, costureiros e decoradores. Pessoas são engraçadas, mas esse é outro mérito. O que eu quero demonstrar nesse parágrafo é um dos motivos pelos quais a profissão de design está tão mal cotada. Qualquer um se diz "designer" ou "webdesigner" hoje em dia, e os clientes passam a achar que estão fazendo um favor ao contratar um profissional.

Hoje, ao mesmo tempo em que um designer é uma pessoa que detém um grande status na sociedade, academicamente ainda carece de reconhecimento no mercado. Não existem pesquisas válidas e amplamente divulgadas na área, ao contrário de outras profissões mais técnicas ou científicas. Atualmente, design é visto somente como "estética", quando na verdade profissionais sérios se preocupam também com outros aspectos do design que são ignorados pelos leigos e curiosos.

Design não é apenas estética, não é apenas "fazer coisas bonitinhas". Design hoje em dia engloba conceitos como combinações cromáticas, ergonomia, praticidade, familiaridade, identificação, marketing; design hoje é vender, é desenvolver um ambiente não apenas atraente, porém prático e confortável, é fazer com que o usuário e/ou cliente realmente compre o que está vendo. Design é fidelização!

O profissional que se diz designer ou webdesigner hoje tem muito mais responsabilidade do que se imagina. O bom profissional da área deve compreender os diversos conceitos agregados ao serviço, e desenvolvê-los de maneira responsável, primando sempre pela qualidade. O bom profissional sabe o valor que tem, e por isso mesmo acaba "custando mais caro".

E agora, falando em "custo", entra um outro detalhe. O bom profissional não "custa", é um investimento. No momento em que algo passa a ter "custo" em uma campanha, deixa de ser necessário. O leigo ou curioso sim custa, pode até custar pouco, mas é custo. O que é pior para uma empresa? Ter um custo baixo ou um investimento? Depende do resultado esperado. Garanto que o "guri do 404" não vai dedicar boa parte de seu tempo a estudar e desenvolver seus conhecimentos, investir em cursos, seminários, livros, revistas, deixar seus joguinhos online de lado para estudar, pois se o fizer, vai acabar cobrando mais por seus serviços, e deixará de ser um leigo, entrando para o hall dos "profissionais".

Porque contratar um profissional de design? Pela mesma razão que se contrata um profissional de engenharia ou arquitetura, ou um construtor. Qualquer um pode desenhar uma casinha, qualquer um pode empilhar uns tijolos, mas são esses profissionais que têm o conhecimento teórico e prático real, que se especializaram, para realizar tais funções de maneira competente e segura, e que têm certificados e diplomas que confirmam sua capacidade. Você entregaria o projeto da sua casa para o filho do vizinho que leu um livro sobre construção e fez uma casinha de cachorro para treinar? É a mesma coisa.

A área de design ainda carece de boas pesquisas e trabalhos sérios que tratem do assunto de maneira mais técnica e menos sensacionalista, mas já existem pesquisas e conceitos bem desenvolvidos, que são usados pelos profissionais sérios da área. Como em toda profissão, existem bons e maus profissionais, resta ao cliente decidir que tipo de resultado ele espera, e arcar com as consequências de tal escolha. Resta ao cliente saber se quer um baixo custo, ou um investimento.